La Caixa apoia 1.600 pessoas vulneráveis a encontrar emprego

O programa “Incorpora” da Fundação “la Caixa” tem sido um suporte fundamental para mais de 1.600 pessoas em situação de vulnerabilidade em 2025. Este grupo inclui migrantes, indivíduos com mais de 45 anos e pessoas em desemprego de longa duração. Bruno Coutinho, responsável pelo programa em Portugal, destacou que o objetivo principal é facilitar o acesso ao emprego para aqueles que enfrentam dificuldades.

O “Incorpora” considera várias categorias de vulnerabilidade, como pessoas com deficiência, vítimas de violência de género e jovens que não estão a trabalhar nem a estudar. Existem três formas de acesso ao programa: por iniciativa própria, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) ou por referência de entidades sociais.

A iniciativa conta com uma rede de 53 entidades sociais, que disponibilizam 118 técnicos de intermediação laboral. Estes profissionais não só acompanham os candidatos, mas também realizam um trabalho de prospeção junto das empresas, identificando as suas necessidades de recrutamento. Os técnicos ajudam a traçar um perfil de empregabilidade e a construir um itinerário personalizado para cada candidato.

Bruno Coutinho sublinha que a abordagem é centrada na pessoa, permitindo que cada indivíduo participe ativamente no seu processo de inserção. Ele enfatiza que, independentemente da sua situação, essas pessoas têm sonhos e objetivos que desejam alcançar.

As empresas também têm um papel crucial no programa. Elas podem participar através dos técnicos de intermediação ou por meio de referências de clientes do BPI. Quando uma empresa partilha uma oportunidade de trabalho, essa informação é disseminada entre as 53 entidades sociais, aumentando as chances de encontrar o perfil adequado.

Até outubro de 2025, o programa “Incorpora” conseguiu promover a inserção profissional de 1.602 pessoas, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Este crescimento é atribuído a um envolvimento mais ativo das empresas no processo de capacitação dos candidatos antes da sua inserção no mercado de trabalho.

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Desde o seu lançamento em 2018, mais de 3.500 empresas colaboraram com o “Incorpora”, resultando na colocação de mais de 11 mil pessoas no mercado de trabalho. Os setores que mais contratam através do programa incluem o comércio, a hotelaria, a construção civil e os cuidados de saúde.

O programa “Incorpora” foi criado em 2008 em Espanha e chegou a Portugal em 2018. Bruno Coutinho explica que houve uma adaptação às especificidades do mercado português, com a colaboração de parceiros locais. Ele defende que o “Incorpora” complementa o trabalho do IEFP, especialmente para perfis mais complexos que requerem um acompanhamento mais intensivo.

Apesar dos avanços, ainda existem preconceitos em relação a pessoas em situação de vulnerabilidade. Coutinho acredita que a informação e a educação são essenciais para combater esses estigmas. O programa não termina com a assinatura do contrato; é garantido um acompanhamento durante um ano para assegurar a integração dos trabalhadores nas suas novas funções.

Cerca de 65% das pessoas inseridas pelo “Incorpora” mantêm-se no emprego um ano após a contratação, o que demonstra a eficácia do programa. Para 2026, os objetivos incluem a consolidação da rede de entidades sociais e empresas, a expansão do programa às regiões autónomas e um foco reforçado nas competências digitais.

Leia também: O impacto do programa Incorpora na inclusão social.

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Fonte: ECO

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