O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, pela quarta vez este ano, manter as taxas de juro de referência inalteradas, encerrando 2023 com a taxa de facilidade permanente de depósito fixada em 2%, a taxa das principais operações de refinanciamento em 2,15% e a taxa de cedência de liquidez em 2,40%. Esta decisão, anunciada pela presidente Christine Lagarde, reflete uma avaliação que indica que a inflação deverá estabilizar em torno do objetivo de 2% a médio prazo.
A manutenção das taxas de juro já era uma expectativa partilhada por muitos economistas. De acordo com uma sondagem realizada pela Reuters, cerca de 80% dos 96 economistas consultados acreditam que as taxas permanecerão inalteradas até ao meio de 2026. Além disso, 75% dos inquiridos consideram que não haverá alterações ao longo do próximo ano.
Em novembro, a taxa de inflação homóloga da Zona Euro foi de 2,1%, mantendo-se estável em relação ao mês anterior, conforme dados do Eurostat. O BCE, no seu comunicado, destacou as projeções dos especialistas do Eurosistema, que preveem uma inflação de 2,1% em 2025, 1,9% em 2026, 1,8% em 2027 e 2% em 2028.
Os especialistas também projetam que a inflação, ao excluir os preços dos produtos energéticos e alimentares, será de 2,4% em 2025, 2,2% em 2026, 1,9% em 2027 e 2,0% em 2028. No que diz respeito ao crescimento económico, o BCE espera que este seja mais robusto do que o antecipado anteriormente, impulsionado pela procura interna, com previsões de crescimento de 1,4% em 2025, 1,2% em 2026 e 1,4% em 2027 e 2028.
O BCE reiterou que as suas futuras decisões sobre as taxas de juro dependerão da avaliação contínua das perspetivas de inflação e dos riscos associados, tendo em conta os dados económicos e financeiros disponíveis. A autoridade monetária sublinhou que não se compromete com uma trajetória de taxas específica.
A próxima revisão das taxas de juro está agendada para 5 de fevereiro de 2026.
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Fonte: Doutor Finanças





