O anúncio do regresso da Fórmula 1 a Portugal, agendado para 2027 e 2028, destaca a importância da Liberty Media, uma empresa norte-americana que tem revolucionado o desporto automóvel. Fundada em 1991 por John Malone, a Liberty Media é um gigante do setor dos media e entretenimento, com sede em Englewood, Colorado. Desde a sua aquisição dos direitos comerciais da Fórmula 1 em 2016, a empresa viu o valor do campeonato disparar, tornando-se um dos maiores players do mercado.
A liderança da Liberty Media passou para Derek Chang em janeiro de 2023, um executivo com experiência em media e desporto. A empresa, cotada no Nasdaq, apresenta uma capitalização de cerca de 20 mil milhões de euros, o que representa um crescimento significativo desde a sua entrada na Fórmula 1. O valor da competição aumentou quase 400% desde que a Liberty Media assumiu o controlo, passando a ser avaliada em 17,1 mil milhões de dólares, segundo a Forbes.
A aquisição da Fórmula 1 pela Liberty Media foi um marco na história do desporto. O negócio começou em setembro de 2016, quando a empresa comprou a Delta Topco Limited, detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1. A transação foi avaliada em oito mil milhões de dólares, mas a Liberty Media utilizou uma combinação de instrumentos financeiros para minimizar o uso de capital próprio. A estrutura de tracking stocks da empresa permite que investidores se concentrem no desempenho da Fórmula 1, enquanto a Liberty Media mantém o controlo.
O impacto da Liberty Media na Fórmula 1 é visível na expansão do calendário, que agora conta com 24 corridas. A empresa investiu em plataformas digitais e produziu a série “Drive to Survive” na Netflix, atraindo novos fãs para o desporto. O retorno da Fórmula 1 a Portugal não só reforça a presença da competição no sul da Europa, mas também promete trazer benefícios económicos significativos. O ministro da Economia, Castro Almeida, sublinhou que o evento gerará oportunidades em várias áreas, desde o turismo ao comércio.
O Grande Prémio de Portugal, que substituirá o Grande Prémio da Holanda, é parte da estratégia da Liberty Media de diversificar os locais das corridas, equilibrando a tradição europeia com a expansão para mercados emergentes. A Bélgica também será excluída do calendário, permitindo que a Fórmula 1 mantenha um número elevado de corridas.
Com a Fórmula 1 a voltar a Portimão, espera-se que o evento atraia não só os melhores pilotos do mundo, mas também milhares de fãs, criando momentos inesquecíveis. A Liberty Media continua a moldar o futuro do desporto, e o impacto da sua gestão será sentido a longo prazo.
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Fonte: ECO





