Sindicato repudia pressão política sobre a RTP e pede desculpas

O Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STP) manifestou, esta terça-feira, o seu repúdio por qualquer forma de pressão política que possa afetar o trabalho jornalístico da RTP. O sindicato defendeu ainda que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, deve pedir desculpas aos portugueses após as suas críticas à emissora pública.

No comunicado emitido, o STP sublinhou a importância do Serviço Público de Rádio e Televisão, afirmando que não aceitará tentativas de descredibilização da RTP. “Repudiamos qualquer tentativa de destruição do Serviço Público que a RTP representa e lutaremos contra qualquer agenda que fragilize a confiança dos cidadãos na nossa emissora”, afirmou o sindicato.

As declarações do ministro surgiram durante uma cerimónia em Lisboa, onde defendeu que as residências universitárias devem acolher alunos de diferentes estratos sociais, alertando que, caso contrário, a degradação do serviço seria inevitável. Em resposta, Fernando Alexandre considerou que as suas palavras foram mal interpretadas e descontextualizadas. “O que eu disse é que, quando um serviço público é utilizado apenas por pessoas de rendimentos mais baixos, ele tende a degradar-se”, explicou.

Em entrevista ao ECO, o ministro afirmou que a RTP estava presente durante toda a sua intervenção, questionando a escolha do trecho que foi transmitido. “A direção da RTP deve investigar por que razão a jornalista optou por aquele excerto. Quem assistiu à sessão não teve a mesma impressão que a RTP veiculou”, disse.

O STP também criticou as referências do ministro a “agendas camufladas” e a “incompetência”, considerando que estas acusações afetam a credibilidade da informação da RTP e dos seus jornalistas. O Conselho de Redação da RTP (CR-TV) reiterou que as afirmações do ministro comprometem gravemente o bom nome e a ética da redação.

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O sindicato apelou à Administração e Direção de Informação da RTP para que defendam publicamente a integridade da emissora e dos seus trabalhadores. O STP, que está ligado à CGTP, não aceita insinuações que possam ser interpretadas como pressão política sobre o trabalho jornalístico. “A RTP não serve agendas governamentais ou interesses particulares, mas sim os cidadãos”, concluiu.

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Fonte: ECO

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