O Ministério do Interior da Rússia anunciou, na passada terça-feira, a revogação da cidadania russa do jornalista Roman Anin, conhecido por ser um crítico da invasão da Ucrânia, que teve início há quase quatro anos. Esta decisão surge num contexto de crescente repressão à liberdade de expressão no país.
Roman Anin, que é o editor-chefe do site Important Stories e atualmente se encontra na Letónia, foi classificado como “agente estrangeiro” pelas autoridades russas. A revogação da sua cidadania russa foi justificada com a alegação de que Anin teria divulgado “informações falsas” sobre as Forças Armadas russas, de acordo com a agência de notícias TASS.
Com 39 anos e natural da Moldávia, Anin obteve a cidadania russa em 2006. A sua situação agravou-se em março, quando um tribunal de Moscovo o condenou, juntamente com a jornalista Ekaterina Fomina, a penas de oito anos e seis meses de prisão. Ambos foram acusados de “divulgação deliberada de informações falsas sobre as Forças Armadas”, uma acusação que tem sido utilizada frequentemente pelo governo russo para silenciar vozes dissidentes.
A invasão da Ucrânia pela Rússia, que começou a 24 de fevereiro de 2022, foi justificada por Moscovo com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste do país e de “desnazificar” a Ucrânia. Desde a sua independência em 1991, após a desagregação da antiga União Soviética, a Ucrânia tem vindo a distanciar-se da influência russa e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A revogação da cidadania russa de Roman Anin é um exemplo claro da repressão à liberdade de imprensa na Rússia, onde jornalistas críticos enfrentam cada vez mais riscos. A situação de Anin levanta questões sobre a liberdade de expressão e os direitos humanos no país, especialmente em tempos de conflito.
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Fonte: Sapo





