Zelensky discute plano de paz com emissários dos EUA

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manteve hoje uma conversa telefónica com os emissários dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, para discutir o mais recente plano de paz para a Ucrânia. Esta comunicação surge após Zelensky ter revelado, na quarta-feira, os pormenores do plano norte-americano, que visa encontrar uma solução para o prolongado conflito com a Rússia.

Zelensky partilhou, através das redes sociais, que a conversa abordou “detalhes substantivos do trabalho em curso”. O líder ucraniano destacou que existem “boas ideias” que podem contribuir para um resultado comum e uma paz duradoura. Agradecendo a Witkoff e Kushner pela sua “abordagem construtiva” e pelo “trabalho intensivo”, Zelensky expressou esperança de que os entendimentos discutidos venham a ser úteis.

Na terça-feira, o Presidente ucraniano já havia revelado que a nova versão do plano de paz dos EUA prevê o congelamento das linhas da frente, embora não resolva a questão da cedência de território à Rússia. Segundo Zelensky, o acordo estipula que “a linha de posicionamento das tropas à data deste acordo é a linha de contacto reconhecida de facto”. Esta situação poderia abrir caminho para discussões sobre a criação de zonas desmilitarizadas.

Um grupo de trabalho está previsto para se reunir com o objetivo de determinar o reposicionamento das forças necessárias para pôr fim ao conflito e definir os parâmetros de possíveis futuras zonas económicas especiais. Este plano, apresentado há quase um mês, tem sido objeto de negociações separadas entre os EUA, a Ucrânia e a Rússia.

O objetivo do pacto é encerrar quase quatro anos de guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Contudo, a concordância de Moscovo não está garantida, uma vez que as autoridades russas continuam a mostrar resistência em abandonar os seus objetivos. Zelensky afirmou que as negociações entre Kiev e Washington ainda não resultaram num consenso sobre as questões territoriais, uma vez que Moscovo exige a cedência da região leste de Donetsk, que ainda está sob controlo ucraniano.

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Além disso, a nova versão do plano de paz não exige que a Ucrânia renuncie formalmente à sua adesão à NATO, uma das principais exigências da Rússia. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, o conflito já causou dezenas de milhares de vidas, tanto civis como militares, segundo várias fontes.

Leia também: O impacto económico da guerra na Ucrânia.

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Fonte: Sapo

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