Na madrugada de hoje, a Rússia lançou um ataque a Kiev, utilizando drones e mísseis, enquanto o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, se dirigia aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump. Zelensky informou, através da rede social X, que o ataque teve como alvo principal as instalações de energia e a infraestrutura civil da capital ucraniana, contabilizando cerca de 500 drones e 40 mísseis.
O ataque começou nas primeiras horas da manhã e prolongou-se até ao amanhecer, atingindo sete locais diferentes na cidade. O resultado foi trágico: uma pessoa perdeu a vida e cerca de duas dezenas ficaram feridas. Além disso, um terço da cidade, onde as temperaturas rondam os 0°C, ficou sem aquecimento, aumentando as preocupações para os habitantes durante este período de inverno.
Zelensky não hesitou em criticar a Rússia, afirmando que a transformação do Natal e do Ano Novo em uma época de destruição e sofrimento exige uma resposta enérgica da comunidade internacional. “Se a Rússia transforma até mesmo o período de Natal numa época de casas destruídas, então essa atividade doentia só pode ser combatida com medidas verdadeiramente enérgicas”, escreveu o presidente ucraniano. Ele apelou a uma maior pressão sobre a Rússia, destacando que tanto os Estados Unidos como a Europa têm a capacidade de agir.
A visita de Zelensky aos Estados Unidos inclui uma escala no Canadá, onde se reunirá com o primeiro-ministro Mark Carney e participará de uma videoconferência com aliados europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O encontro com Trump, agendado para amanhã em Mar-a-Lago, visa discutir um plano de paz que está em fase avançada de elaboração. Na sexta-feira, Zelensky revelou que a proposta de 20 pontos estava “90% pronta” e expressou a esperança de que se chegue a um consenso completo.
Donald Trump, em entrevista ao Politico, manifestou otimismo em relação ao encontro, mas deixou claro que a decisão final sobre o plano de paz depende dele: “Ele não tem nada a apresentar até que eu aprove”.
Os recentes ataques russos provocaram também a mobilização de caças polacos, levando ao encerramento temporário de dois aeroportos no sudeste da Polónia, Rzeszów e Lublin, como medida de precaução.
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Fonte: Sapo





