Itália assume liderança na política de imigração da UE

A política de imigração na União Europeia está a ser moldada pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que, em colaboração com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os primeiros-ministros da Dinamarca e dos Países Baixos, consolidou a posição da Itália neste tema. Um encontro informal à margem do mais recente Conselho Europeu revelou a crescente influência de Meloni na definição das diretrizes migratórias do bloco de 27 países.

A análise de vários comentadores sugere que o apoio de Meloni a von der Leyen, na tentativa de formar um novo executivo comunitário, foi acompanhado de uma “moeda de troca”: a condução da política de imigração. No entanto, a abordagem de Meloni não está a seguir o esperado, especialmente por parte dos partidos mais à direita, como o Chega de André Ventura. Em vez de adotar uma postura exclusivamente anti-imigratória, a primeira-ministra abriu as portas à imigração legal, reconhecendo a necessidade de trabalhadores qualificados para sustentar a economia italiana.

A nova política de imigração de Giorgia Meloni é, assim, dupla. Por um lado, a imigração ilegal é combatida de forma rigorosa, com deportações sumárias e acordos com países africanos, como a Líbia e a Tunísia, para controlar as chegadas. Por outro lado, a Itália está a facilitar a entrada de imigrantes legais, especialmente aqueles com competências específicas e descendentes de italianos. Esta abordagem surge em resposta à crise demográfica e à escassez de mão-de-obra que o país enfrenta.

Tommaso Foti, ministro italiano para os Assuntos Europeus, destacou que o encontro com von der Leyen reflete um consenso crescente em torno de uma abordagem pragmática, focada em medidas concretas e na redução da retórica. Foti mencionou os progressos no processo legislativo da UE, nomeadamente no que diz respeito ao “Regolamento rimpatri” e à criação de uma lista europeia de países de origem seguros.

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A reunião, que contou com a presença de representantes de 15 países, sublinha a importância da Itália na discussão sobre a gestão dos fluxos migratórios. Foti afirmou que os avanços nas legislações de repatriamento e a lista de países seguros são essenciais para superar o que classificou como “caos do passado” e para tornar os procedimentos mais eficazes.

O objetivo da lista de países de origem seguros é facilitar as avaliações dos pedidos de proteção internacional, permitindo que os Estados-membros adotem processos mais rápidos para avaliar e, quando necessário, executar repatriamentos. A expectativa é que estas medidas contribuam para um “governo sério” dos fluxos migratórios, equilibrando a segurança das fronteiras com o respeito pelos direitos fundamentais.

O enfoque italiano na política de imigração está a ganhar destaque não apenas na UE, mas também em fóruns internacionais, como as Nações Unidas. Esta mudança de paradigma representa uma nova abordagem em relação a modelos anteriores, que se mostraram insuficientes e desprovidos de regras claras.

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política de imigração Nota: análise relacionada com política de imigração.

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Fonte: Sapo

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