Impresa espera crescimento de receitas de 0,5% até 2028

A Impresa, grupo que detém a SIC e o Expresso, anunciou que espera um crescimento modesto das suas receitas, estimando uma taxa média anual de 0,5% até 2028. Esta previsão foi divulgada em resposta a um pedido da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), numa tentativa de garantir a transparência junto dos investidores. O grupo prevê que, em 2028, as receitas consolidadas atinjam 182,1 milhões de euros, comparando com os 179 milhões estimados para este ano.

O resultado operacional, medido pelo EBITDA, deverá situar-se nos 24,3 milhões de euros em 2028, embora a empresa não tenha fornecido informações sobre a evolução da sua dívida líquida ou do resultado líquido. A comunicação aos investidores foi feita antes da assembleia geral extraordinária, onde se discutirá um aumento de capital que permitirá a entrada da MediaForEurope (MFE) como novo acionista, com uma participação de 32,934%.

No que diz respeito aos dois principais segmentos de negócio da Impresa, as perspetivas são distintas. A área da televisão deverá crescer anualmente 0,9%, alcançando 159,4 milhões de euros em receitas em 2028, com um EBITDA de 21,2 milhões. Contudo, os custos nesta área também deverão aumentar, prevendo-se um agravamento de 0,5% ao ano.

Por outro lado, o setor de publishing enfrenta desafios, com uma previsão de queda anualizada de 1,1% nas receitas, que deverão descer de 23,1 milhões em 2025 para 22,4 milhões em 2028. Apesar disso, o EBITDA nesta área deverá melhorar, passando de dois milhões em 2024 e 2025 para três milhões até ao final do período em análise. Os custos no publishing também deverão aumentar, mas a um ritmo superior, estimando-se um agravamento de 3% ao ano.

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A Impresa reconhece que está a atravessar uma fase delicada, caracterizada por dificuldades na obtenção de novas linhas de crédito e na renovação das existentes. Esta situação limita a capacidade do grupo de assegurar um crescimento sustentado. O aumento de capital de 17,325 milhões de euros, que será subscrito pela MFE, é uma das condições necessárias para a concretização do acordo de investimento com o grupo italiano.

A empresa sublinha que não pode garantir que os seus resultados futuros correspondam às expectativas apresentadas e não assume qualquer responsabilidade pela precisão das informações divulgadas. Além disso, não se compromete a atualizar as projeções financeiras à medida que novas informações se tornem disponíveis.

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Fonte: ECO

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