Trump afasta Bolsonaro por considerar o ex-presidente um perdedor

O afastamento dos Estados Unidos em relação ao Brasil e ao ex-presidente Jair Bolsonaro está mais ligado ao comportamento errático de Donald Trump do que a qualquer conquista do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Esta análise é de John Feeley, ex-embaixador dos EUA no Panamá e especialista em América Latina.

Feeley, que deixou o governo em 2018 por discordar das decisões de Trump, argumenta que a percepção do presidente americano sobre Bolsonaro mudou drasticamente após a prisão do ex-líder brasileiro. Em entrevista à BBC News Brasil, Feeley afirmou que, ao ver Bolsonaro como um “perdedor”, Trump decidiu descartá-lo. “Assim que Bolsonaro perdeu, ou seja, foi condenado e preso, Donald Trump encarou-o como um perdedor, e se há algo que Donald Trump não tolera são perdedores”, explicou.

O ex-embaixador também destacou que Trump não tem um conhecimento profundo sobre a política brasileira e que, assim que Bolsonaro deixou de ser uma figura relevante, o presidente americano simplesmente o ignorou. “Não acho que Donald Trump saiba muito sobre Bolsonaro. Posso quase garantir que ele não acorda todos os dias pensando no Brasil”, disse Feeley.

Além disso, Feeley descreve Trump como imprevisível e narcisista, o que torna as negociações com ele bastante complicadas. O diplomata acredita que o resultado das recentes tratativas entre Brasil e EUA foi, em grande parte, uma questão de sorte para Lula. “Acho que Lula, francamente, teve sorte. Eu encorajaria tanto Lula quanto qualquer líder a se manterem fora da órbita de Trump, na medida do possível”, afirmou.

Recentemente, os Estados Unidos impuseram tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros e sancionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa. Essas ações ocorreram em um contexto de pressão de Trump para influenciar o julgamento de Bolsonaro. No entanto, em 20 de novembro, Trump assinou um decreto suspendendo as tarifas e retirou Moraes da lista de sanções.

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Feeley sugere que a reação inicial dos EUA ao julgamento de Bolsonaro foi influenciada pelo lobby de Eduardo Bolsonaro, seu filho. “Acho que a reação inicial dos Estados Unidos, ou da administração Trump, ao julgamento de Bolsonaro foi resultado direto do lobby de Eduardo Bolsonaro em Washington”, comentou.

Em relação à Venezuela, Feeley também abordou a recente imposição de um “bloqueio total” a navios-petroleiros sancionados. Ele acredita que essa medida é mais eficaz em prejudicar o governo de Nicolás Maduro do que as operações anteriores contra embarcações ligadas ao narcotráfico. Contudo, o ex-embaixador alerta que as sanções não devem ser vistas como a principal causa do sofrimento da população venezuelana, que resulta, segundo ele, do modelo económico desastroso de Maduro.

Leia também: Como a política externa dos EUA impacta a América Latina.

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Fonte: Sapo

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