Inquérito à Proskipper não envolve Gouveia e Melo, confirma PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta terça-feira a existência de um inquérito relacionado com os ajustes diretos do Comando Naval da Marinha, que envolve a empresa Proskipper, já dissolvida em 2022. No entanto, a PGR esclareceu que o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo não é arguido neste processo, conforme confirmou uma fonte oficial ao Expresso.

A investigação, que se encontra na fase final, analisa vários contratos aprovados entre 2017 e 2022, período em que Gouveia e Melo exercia funções como comandante naval. O almirante tem defendido a sua inocência, expressando estranheza pelo timing da divulgação do caso, a menos de um mês das eleições presidenciais. “Como é que a 15 dias do processo eleitoral aparece uma coisa de 2017 ou 2018? Não há uma coincidência? Acho essa coincidência muito estranha”, questionou Gouveia e Melo.

O candidato a Belém afirmou que foi “o chefe da Marinha que mais contribuiu para melhorar os procedimentos administrativo-financeiros”, destacando que identificou várias fragilidades no Estado que poderiam ser exploradas. Gouveia e Melo referiu que implementou despachos para criar núcleos altamente profissionalizados, com o objetivo de evitar situações que pudessem comprometer a Marinha.

O almirante sublinhou que, ao assumir o cargo, encontrou uma estrutura administrativo-financeira que tratava das aquisições, a qual não tinha poder para efetuar alterações. “Apesar de eu ser o líder desse setor, que era o setor das operações, tínhamos uma estrutura por baixo que tratava desses processos. Nunca lidei diretamente com fornecedores, nunca conversei com fornecedores, não conheço os fornecedores”, acrescentou.

Gouveia e Melo reiterou que não tem conhecimento do que está a ser investigado e esclareceu que os pagamentos eram autorizados por níveis administrativos que chegavam até ele, mas que “todo o processo administrativo era preparado por uma entidade que era profissional”.

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A revista Sábado noticiou que o Ministério Público está a investigar 57 contratos adjudicados à Proskipper. Apesar de um perdão do Tribunal de Contas em 2024 relativamente a possíveis infrações financeiras, o inquérito continua em curso no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada. O relatório final da investigação foi entregue pela Polícia Judiciária Militar ao MP de Almada em março de 2023.

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Fonte: ECO

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