Incêndios florestais são o principal risco climático para o PSI

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) publicou um relatório que analisa os riscos climáticos que afetam as empresas cotadas no principal índice bolsista nacional, o PSI. De acordo com o estudo, os incêndios florestais emergem como o risco climático mais preocupante para a maioria das empresas analisadas.

O relatório, intitulado “Exposição do Mercado de Capitais ao Risco Climático”, revela que, entre os riscos físicos identificados, os incêndios florestais representam cerca de 20% das preocupações. Em segundo lugar, com 18%, estão os eventos climáticos extremos. Outros riscos, como variações de temperatura e alterações nos padrões de precipitação, têm uma menor incidência, variando entre 4% e 8%.

É importante notar que a maioria dos riscos reportados, cerca de 70%, são considerados agudos, resultantes de eventos específicos e imediatos, como fenómenos meteorológicos extremos. Por outro lado, os riscos crónicos, que resultam de alterações climáticas a longo prazo, são menos frequentemente reportados. O relatório sugere que isso pode ser devido a uma maior atenção dada aos efeitos de curto prazo, que tendem a ser mais severos, e à incerteza em relação aos riscos crónicos.

A CMVM também destaca que, apesar da diversidade de setores e geografias das empresas, os riscos climáticos físicos têm um impacto transversal. Os danos em ativos devido a eventos extremos e a disrupção da atividade são exemplos de como estes riscos se manifestam.

Além dos riscos físicos, o relatório aborda os riscos de transição, que são consequência de mudanças nas políticas, regulamentações e mercados associados à transição para uma economia de baixo carbono. Estes riscos representam a maioria dos reportados, com 56% das empresas a identificá-los. Entre os principais riscos de transição estão os relacionados com o mercado e as questões políticas e legais, como o aumento dos custos operacionais e o preço do carbono.

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A CMVM sublinha que a quantidade de informação qualitativa sobre os efeitos financeiros dos riscos climáticos é ainda insuficiente. Embora alguns emitentes tenham começado a incluir dados quantitativos, a maioria continua a reportar apenas informações qualitativas. Para uma melhor compreensão dos impactos dos riscos climáticos, será essencial que as empresas evoluam na sua forma de reportar, permitindo uma comparação mais objetiva entre os riscos físicos e de transição.

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riscos climáticos Nota: análise relacionada com riscos climáticos.

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Fonte: ECO

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