O turismo em Portugal está prestes a alcançar um marco histórico, com previsões de receitas superiores a 30 mil milhões de euros em 2025. Esta é uma meta ambiciosa, mas o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, acredita que será atingida, representando 10% do produto interno bruto (PIB) do país. Segundo Machado, o turismo está a crescer a um ritmo de 2,5% ao ano em fluxo e 6% em receita, superando o crescimento da economia nacional.
Os números são impressionantes: mais de 30 mil milhões de euros em receitas, 84 milhões de dormidas e 32 milhões de passageiros. No entanto, apesar do otimismo, os agentes do setor abordam o futuro com cautela. Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), alertou durante o 50º congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) que o setor enfrenta uma desaceleração em comparação com os anos anteriores.
Calheiros enfatizou que, embora haja crescimento, este não é tão robusto quanto o observado em períodos anteriores. O Instituto Nacional de Estatística (INE) reportou que, entre junho e agosto, o setor de alojamento turístico recebeu 10,5 milhões de hóspedes, resultando em 28,6 milhões de dormidas, com aumentos de 2,2% e 2%, respetivamente, em relação ao ano anterior.
Pedro Machado referiu que o turismo em Portugal está a passar por “dores de crescimento” que moldarão o setor na próxima década. A estratégia nacional para o turismo assenta em três pilares: crescimento sustentável, qualificação e a melhoria da experiência turística, assegurando a satisfação dos residentes. O objetivo é colocar Portugal entre os 10 destinos mais competitivos do mundo, embora os incêndios previstos para 2024 e 2025 possam representar um desafio significativo.
Uma das principais preocupações do setor é a infraestrutura aeroportuária, especialmente o aeroporto de Lisboa, que está a limitar o crescimento do turismo. Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, afirmou que a falta de slots disponíveis tem impedido um crescimento mais acelerado. Se o turismo dependesse apenas da vontade dos consumidores, o crescimento seria muito maior, mas a infraestrutura atual não está a acompanhar a demanda.
Para 2026, as expectativas são de consolidar os números alcançados em 2025, com um foco em estadas mais longas que aumentem a receita por turista e reduzam a sazonalidade. André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, destacou que a região registou um aumento de 7% nos proveitos até outubro, totalizando 1,7 mil milhões de euros, impulsionado pelo aeroporto de Faro e novas ligações aéreas.
A valorização do aeroporto de Faro é vista como uma oportunidade, especialmente devido à saturação do aeroporto de Lisboa. Gomes acredita que a saturação na capital tem levado companhias aéreas a explorar novas rotas em Faro, o que é positivo para a região. O Algarve também está a trabalhar para expandir as suas ligações aéreas, incluindo novas rotas para o Canadá e os Estados Unidos.
Apesar dos desafios, como a gestão da água e a mobilidade, Gomes vê um futuro promissor para o turismo em Portugal. A região do Algarve, com a sua oferta diversificada que vai além do sol e mar, continua a atrair turistas de todo o mundo.
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Fonte: Sapo





