CEO pedem menos burocracia e mais tecnologia para Portugal em 2026

Um grupo de 43 CEOs de grandes empresas portuguesas apresentou uma lista de prioridades ao Governo de Luís Montenegro, destacando a necessidade de reduzir a burocracia e o peso fiscal para que as empresas possam competir de forma eficaz e contribuir para o crescimento económico do país. Num cenário global repleto de desafios, desde questões geopolíticas a transformações digitais, os gestores acreditam que simplificar processos é crucial para o futuro de Portugal.

A palavra “fiscal” surge frequentemente nas declarações dos CEOs, refletindo a preocupação com a carga tributária. João Bento, CEO dos CTT, defende uma política de redução fiscal mais incisiva, sugerindo a diminuição do número de escalões do IRS e a eliminação da derrama estadual que afeta as empresas. António Portela, da Bial, ecoa esta preocupação, utilizando a expressão “garrote fiscal” para descrever a situação atual.

Além da redução da carga fiscal, a previsibilidade no ambiente regulatório é uma prioridade. Manuela Vaz Soares, da Accenture Portugal, destaca a importância de um sistema fiscal estável que incentive a modernização tecnológica das PME e atraia investimento estrangeiro. A simplificação dos processos administrativos também é uma exigência transversal entre os CEOs, com Thomas Hegel Gunther, da Volkswagen Autoeuropa, a sublinhar que a burocracia não pode atrasar investimentos essenciais.

Marta Graça Ferreira, da Real Vida Seguros, pede a estabilização da fiscalidade nos produtos de poupança, como PPR e seguros de capitalização, para incentivar a poupança até à reforma. Miguel Farinha, da EY, enfatiza que a complexidade fiscal e os custos elevados são barreiras à competitividade e ao crescimento das empresas.

Os CEOs também abordam a necessidade de acelerar a desburocratização, com Ricardo Pires, da Semapa, a afirmar que o país não pode perder oportunidades devido a processos excessivamente complicados. Sofia Tenreiro, da Siemens Portugal, acrescenta que a simplificação dos processos não só estimula o investimento, mas também maximiza o potencial da inteligência artificial e das novas tecnologias.

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A inteligência artificial é um tema recorrente nas conversas sobre o futuro. António Brochado Correia, da PwC, destaca a necessidade de fortalecer a formação nesta área, enquanto Mark Bourke, do Novobanco, menciona que a digitalização e a IA são fundamentais para melhorar a experiência do cliente e aumentar a eficiência.

Por fim, os CEOs alertam para a incerteza geopolítica que pode impactar diversos setores em 2026. Isabel Castelo Branco, da BPI Vida e Pensões, e Jorge de Melo, da Sovena, referem que a instabilidade geopolítica e as tensões comerciais exigem uma resposta ágil e resiliente por parte das empresas.

Leia também: O impacto da digitalização nas empresas portuguesas.

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Leia também: O que esperar da economia portuguesa em 2026?

Fonte: ECO

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