Polónia quer criar o exército mais forte da Europa em 2026

O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, revelou, no seu discurso de Ano Novo, a intenção de acelerar a criação do “exército mais forte da Europa”. Este objetivo ambicioso está associado a um aumento significativo dos investimentos na indústria, particularmente no setor da defesa. Tusk afirmou: “Vamos acelerar a construção do exército mais forte da Europa. Vamos acelerar os grandes investimentos em infraestruturas”, conforme reportado pela agência de notícias polaca PAP.

Para 2026, a lei orçamental da Polónia destina 4,81% do PIB à defesa, um valor recorde que reflete a crescente preocupação com a segurança na região. O primeiro-ministro destacou a necessidade de uma “intensa ‘repolonização’ e reconstrução da indústria, incluindo a defesa”, sublinhando a importância de fortalecer a capacidade militar do país.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Polónia tem liderado as despesas em defesa entre os países da NATO, com um investimento que tem vindo a ser acelerado. A localização geográfica da Polónia, que faz fronteira com a Ucrânia, a Rússia e a Bielorrússia, torna a segurança nacional uma prioridade inadiável.

Além das questões de defesa, Tusk também abordou a segurança pública, anunciando uma “ofensiva contra criminosos de todos os tipos”. O primeiro-ministro prometeu agir contra líderes de claques radicais, traficantes de droga e políticos corruptos. “Sem exceção, todos aqueles que infringirem a lei vão arrepender-se amargamente no próximo ano”, advertiu Tusk.

O líder polaco, que foi eleito em outubro de 2023, lidera uma coligação de partidos de oposição que conseguiu afastar os conservadores nacionalistas da Lei e Justiça (PiS) do poder, após oito anos de governo. Contudo, Tusk enfrenta desafios políticos, especialmente devido à hostilidade do Presidente da República, Karol Nawrocki, que foi eleito no verão passado com o apoio do PiS. Nawrocki tem utilizado o seu poder de veto para bloquear várias medidas da nova coligação.

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Apesar das tensões políticas, Tusk mantém o compromisso de apoiar financeiramente e militarmente a Ucrânia na sua luta contra a agressão russa. No entanto, o Presidente Nawrocki expressou reservas quanto à adesão da Ucrânia à NATO e a um eventual destacamento de tropas polacas no país vizinho.

A criação do exército mais forte da Europa é, portanto, um objetivo central da agenda de Tusk, que visa não apenas fortalecer a defesa nacional, mas também garantir a segurança pública e combater a criminalidade. Leia também: O impacto das tensões geopolíticas na economia polaca.

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Fonte: ECO

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