As prestações do crédito à habitação em Portugal vão sofrer um aumento significativo no início de 2026. Este ajuste é especialmente relevante para os contratos de crédito à habitação com taxa variável, que constituem a maioria dos empréstimos residenciais no país.
O principal responsável por este aumento é a Euribor, a taxa interbancária europeia que serve como referência para os bancos. Quando a Euribor sobe, os juros aplicados aos créditos à habitação também aumentam, o que resulta em prestações mensais mais elevadas. Além disso, fatores como a inflação e as decisões do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro também desempenham um papel importante neste cenário.
O impacto deste aumento no orçamento familiar varia de acordo com o montante do empréstimo, a duração do crédito e a margem aplicada pelo banco. Para que os consumidores possam compreender melhor as suas obrigações financeiras, é aconselhável simular o crédito à habitação. Vários bancos e plataformas online disponibilizam simuladores que ajudam a calcular o valor mensal das prestações, tendo em conta a taxa atual da Euribor e as condições do contrato. Esta ferramenta é fundamental para um planeamento financeiro mais eficaz, evitando surpresas desagradáveis que possam comprometer o orçamento familiar.
Em resumo, as prestações do crédito à habitação estão sujeitas a alterações com base nas taxas de referência e podem variar ao longo do tempo. A simulação das prestações é uma prática recomendada para que os consumidores tenham uma visão clara dos valores a pagar e possam ajustar o seu orçamento em conformidade. Leia também: “Como a inflação afeta o seu crédito à habitação”.
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Fonte: Sapo





