Crescimento do crédito à habitação atinge 10% em novembro

O crédito à habitação em Portugal continua a mostrar um crescimento robusto, com um aumento de 9,8% em novembro de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este é o 23º mês consecutivo em que se verifica uma aceleração neste indicador. O total de crédito concedido para a compra de casa atingiu 110,1 mil milhões de euros, representando um acréscimo de 983 milhões em relação ao mês anterior, segundo dados do Banco de Portugal (BdP).

Além do crédito à habitação, o montante total de empréstimos a particulares também registou um crescimento de 9,4% em termos homólogos. O relatório do BdP revela que o crédito ao consumo e a outros fins aumentou em 144 milhões de euros, totalizando 33,5 mil milhões de euros. A taxa de variação anual estabilizou em 7,2% para os empréstimos ao consumo, enquanto os empréstimos para outros fins subiram para 9,2%.

No que se refere às empresas, o valor dos empréstimos concedidos pelos bancos alcançou 74 mil milhões de euros no final de novembro, com um aumento de 194 milhões face a outubro e um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As microempresas e pequenas empresas apresentaram taxas de variação anual positivas, com 13,6% e 4,2%, respetivamente. Por outro lado, as médias e grandes empresas continuam a enfrentar taxas de variação negativa, com quedas de 1,4% e 0,8%.

O crédito à construção e às atividades imobiliárias destacou-se, com um crescimento anual de 8,6%. No entanto, o setor das indústrias e eletricidade registou uma ligeira queda, passando de 1,1% em outubro para 0,9% em novembro. No comércio, transportes e alojamento, o crédito aumentou 3,7%, com o crédito ao alojamento e restauração a subir 5,4%, enquanto os empréstimos a empresas de transportes e armazenagem recuaram 3%.

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Os depósitos das famílias também mostraram um aumento significativo, com um total de 199,9 mil milhões de euros em depósitos nos bancos portugueses no final de novembro, o que representa um acréscimo de 2,4 mil milhões em comparação com outubro. Este aumento deve-se, em grande parte, a um crescimento de 1.888 milhões de euros nas responsabilidades à vista e a um aumento de 549 milhões nos depósitos a prazo.

Em termos homólogos, os depósitos cresceram 4,4%, embora este tenha sido o menor crescimento em mais de um ano. O BdP sugere que esta estabilização pode estar relacionada com a remuneração dos depósitos e o aumento das subscrições líquidas de certificados de aforro e de unidades de participação em fundos de investimento.

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Fonte: ECO

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