O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestou a posição de Espanha em relação à recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que o país não reconhecerá essa ação, uma vez que “viola o direito internacional e empurra a região para um horizonte de incerteza e belicismo”. Apesar de não reconhecer o regime de Nicolás Maduro, Sánchez sublinhou que a intervenção da administração do Presidente Donald Trump também não será aceita.
Sánchez apelou a todos os envolvidos para que considerem o bem-estar da população civil, respeitem a Carta das Nações Unidas e promovam uma transição justa e dialogada. O primeiro-ministro já tinha anteriormente solicitado uma “desescalada e responsabilidade”, enfatizando a importância do respeito pelo Direito Internacional após os ataques norte-americanos na Venezuela e a detenção de Maduro.
Em França, o presidente Emmanuel Macron também se pronunciou sobre a situação, pedindo uma “transição pacífica” e “democrática” no país sul-americano. Macron destacou que o povo venezuelano deve “alegrar-se” com o fim da “ditadura de Maduro” e defendeu que a transição, que deve respeitar a vontade do povo, seja realizada o mais rapidamente possível, com Edmundo González Urrutia, candidato da oposição às eleições presidenciais de 2024, a assumir um papel central.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, reiterou a necessidade de um governo legitimado pelas urnas na Venezuela, reconhecendo que Berlim precisa de tempo para avaliar a detenção do líder venezuelano. Merz afirmou que “não deve ocorrer instabilidade política na Venezuela” e que é crucial garantir uma transição ordenada para um governo legitimado pelas urnas, acusando Maduro de ter “levado o seu país à ruína”.
A situação na Venezuela continua a ser um tema de preocupação internacional, com vários líderes a exigirem uma solução pacífica e democrática. Leia também: A crise política na Venezuela e as suas implicações regionais.
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Fonte: Sapo





