O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, manifestou a posição do governo português em relação à situação na Venezuela, enfatizando a necessidade de uma solução que promova a democracia na Venezuela e a estabilidade do país. Durante uma declaração à imprensa no Palácio das Necessidades, Rangel admitiu que Edmundo González Urrutia, um antigo candidato da oposição, poderia ser uma escolha preferível para assumir a presidência, “a prazo”.
Rangel sublinhou que “temos de trabalhar para criar uma solução que traga democracia, estabilidade e governabilidade à Venezuela”. A situação atual no país é complexa e, segundo o ministro, “não é clara”, o que torna a transição para a democracia um processo que deve ser cuidadosamente planeado. Ele referiu que a legitimidade de um novo governo deve ser baseada nos resultados de um processo de transição que reconheça o candidato que, segundo agências internacionais, venceu as eleições presidenciais de julho de 2024.
O ministro português destacou que, para Portugal e para a União Europeia, a solução ideal é “retomar a legitimidade democrática”, o que implica não reinstaurar Nicolás Maduro no poder, mas sim reconhecer a vitória de quem foi eleito. Rangel também comentou sobre a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que o governo português defende o respeito pelo Direito Internacional. Ele observou que, apesar das boas intenções, a intervenção dos EUA não se alinha com as normas internacionais.
Questionado sobre as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a governação da Venezuela, Rangel minimizou a interpretação literal dessas palavras. O chefe da diplomacia portuguesa enfatizou que é fundamental estabelecer um processo de pacificação que envolva conversações com o atual regime e as oposições, onde os EUA poderiam desempenhar um papel central.
Rangel também destacou a importância de países como Portugal, Espanha e Itália, que possuem comunidades significativas na Venezuela, para ajudar a criar condições que permitam uma solução democrática, sufragada pelos venezuelanos. O futuro do país foi um dos tópicos discutidos em uma reunião entre o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O ministro expressou preocupação com a situação dos presos políticos na Venezuela, incluindo cinco cidadãos lusovenezuelanos, e reiterou que a proteção da comunidade portuguesa é uma prioridade do governo. Rangel reconheceu que esta comunidade, uma das maiores da diáspora, tem enfrentado grandes dificuldades sob a ditadura de Hugo Chávez e, posteriormente, de Nicolás Maduro. A resistência da comunidade portuguesa ao longo dos anos foi elogiada, refletindo a sua influência e visibilidade na sociedade venezuelana.
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Fonte: ECO





