EUA condicionam relações com Venezuela a decisões do governo

Os Estados Unidos afirmaram que só irão trabalhar com as autoridades venezuelanas que tomem “as decisões certas”. Esta declaração foi feita pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que sublinhou que Washington ainda possui várias ferramentas de influência para pressionar o país sul-americano.

Em entrevista ao programa “Face the Nation with Margaret Brennan”, Rubio destacou que a economia da Venezuela é predominantemente petrolífera, mas que a indústria está em declínio e não beneficia a população. “O dinheiro do petróleo não chega ao povo”, afirmou. O secretário de Estado deixou claro que a avaliação da situação na Venezuela será feita com base nas ações do governo, e não nas palavras.

Quando questionado sobre a possibilidade de uma intervenção militar, Rubio afirmou que o Presidente Trump mantém todas as opções em aberto. Ele reiterou que o governo dos EUA tem o direito de agir contra ameaças iminentes, enfatizando que a operação recente foi um sucesso na captura de um narcotraficante, embora não tenha sido o Presidente legítimo da Venezuela.

Rubio expressou admiração por opositores venezuelanos, como María Corina Machado, e reafirmou que os EUA estão focados em libertar a Venezuela de um regime que se alinha com o Irão e grupos de narcotraficantes. A administração Trump pretende avaliar as ações futuras das autoridades venezuelanas, em vez de se basear em promessas feitas anteriormente.

O governo dos EUA não está apenas a lidar com o regime de Nicolás Maduro, mas também com os fatores que representam uma ameaça aos interesses nacionais. Rubio recordou que tentativas de diálogo com Maduro falharam, pois o presidente nunca cumpriu os acordos estabelecidos.

A administração Trump deseja que a indústria petrolífera da Venezuela beneficie o povo e não grupos hostis aos EUA. No sábado, os Estados Unidos realizaram uma operação em grande escala para capturar Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, e anunciaram que irão governar a Venezuela até que ocorra uma transição de poder.

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A resposta de Caracas foi condenar a “agressão criminosa” dos EUA e decretar estado de exceção, solicitando uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, um pedido que recebeu apoio da Colômbia. O Conselho irá reunir-se para discutir a situação na segunda-feira.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a escalada de tensão na Venezuela, alertando que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região. A comunidade internacional permanece dividida entre a condenação da ofensiva dos EUA e a celebração pela queda de Maduro.

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Fonte: Sapo

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