Gouveia e Melo critica Seguro por não defender o PS

O candidato presidencial Gouveia e Melo fez duras críticas a António José Seguro, ex-líder do Partido Socialista (PS), durante uma visita à Feira dos Reis em Vila Verde, no concelho de Alijó. Gouveia e Melo acusou Seguro de ter ido “além da troika” sem necessidade, uma vez que existia uma maioria PSD/CDS no Parlamento que não requeria o seu apoio.

As declarações surgiram após Seguro ter afirmado que não se pode escolher um candidato à Presidência da República sem experiência. Gouveia e Melo respondeu que não tem experiência em “intriga partidária” e que não é alguém “titubeante”, que hesita em tomar decisões. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada sublinhou que, enquanto secretário-geral do PS entre 2011 e 2014, Seguro não defendeu adequadamente os interesses dos seus eleitores.

“Não defendeu a sua própria área, não defendeu os interesses das pessoas que votaram nele. Ele foi além da troika e não tinha necessidade disso”, afirmou Gouveia e Melo, enfatizando que a maioria governamental na altura não necessitava do seu apoio. O candidato presidencial destacou que não possui experiência em fazer lóbi político ou em interesses partidários, o que, segundo ele, é uma vantagem.

A polémica não se limitou a Gouveia e Melo. Catarina Martins, candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda (BE), também reagiu às declarações de Seguro. Martins sublinhou que o voto deve ser dado por convicção e não apenas por estratégia, referindo que as sondagens não determinam a primeira volta das eleições. “As pessoas votam por convicção e a primeira volta é uma oportunidade para dar força ao projeto em que acreditam”, disse.

Martins também criticou o papel de Seguro durante o período da troika, quando, segundo ela, cooperou com o governo de Pedro Passos Coelho. A candidata recordou que, na altura, juntou forças com socialistas para contestar cortes que afetaram os direitos dos cidadãos, como o subsídio de férias e o subsídio de Natal.

Leia também  Cotrim Figueiredo critica Montenegro e recusa apoio na segunda volta

A questão da saúde também foi abordada por Catarina Martins durante a sua visita ao Mercado de Torres Novas, onde ouviu as preocupações dos comerciantes e clientes. A candidata lamentou que o Governo não tenha conseguido garantir a quantidade necessária de vacinas contra a gripe e criticou a falta de um projeto sólido para fortalecer o Serviço Nacional de Saúde.

“É preciso preparar e não podemos continuar a achar que o inverno ou a gripe são uma surpresa”, concluiu Martins. A campanha presidencial está a aquecer, e os debates sobre a defesa dos interesses dos cidadãos e a experiência política dos candidatos vão continuar a ser temas centrais.

Leia também: O impacto da troika na política portuguesa.

Leia também: Mais de 1.400 novos ATM Bitcoin instalados em 2025

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top