Trump pressiona Venezuela a cortar laços com China e Rússia

A Administração de Donald Trump comunicou à líder interina da Venezuela que o país deve romper relações com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para poder explorar e vender o seu petróleo. Esta informação foi avançada pela ABC, que destaca que a Casa Branca pretende que Caracas corte laços com esses países antes de permitir o regresso às exportações de crude. Esta exigência visa favorecer exclusivamente os Estados Unidos nas vendas de petróleo pesado.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, terá afirmado em reuniões privadas com legisladores que os EUA acreditam ter a capacidade de pressionar Caracas, uma vez que os tanques de armazenamento de petróleo da Venezuela estão cheios. Rubio alertou que o país poderia enfrentar uma insolvência financeira em poucas semanas, caso não consiga vender as suas reservas de petróleo. Esta situação coloca a Venezuela numa posição delicada, onde a necessidade de liquidez é urgente.

O senador Roger Wicker confirmou à ABC que o plano dos EUA se centra no controlo das exportações de petróleo venezuelano. No entanto, Wicker sublinhou que não está nos planos dos Estados Unidos enviar tropas para a Venezuela, o que sugere uma abordagem mais diplomática, embora ainda assim agressiva.

Até ao momento, o Governo provisório da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, não emitiu uma resposta oficial às exigências de Washington. Esta falta de reação poderá ser interpretada como uma tentativa de avaliar as opções disponíveis, uma vez que a pressão internacional está a aumentar.

Na terça-feira, durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Colômbia, Chile, México e Brasil condenaram a intervenção dos EUA em Caracas. Estes países advertiram que a ingerência norte-americana representa uma ameaça à soberania regional, levantando questões sobre o futuro das relações diplomáticas na América Latina.

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A exigência de romper relações com Pequim, Moscovo, Teerão e Havana poderia aprofundar um realinhamento geopolítico da Venezuela, que historicamente manteve laços estreitos com esses países, especialmente nas áreas energética e financeira. O futuro da Venezuela e a sua capacidade de exportar petróleo dependem agora de decisões que poderão moldar a sua política externa e a sua economia.

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Fonte: Sapo

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