Aumento dos preços das casas em Portugal é o maior da Zona Euro

Os preços das casas em Portugal registaram um aumento significativo de 17,7% no terceiro trimestre de 2025, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. Este crescimento coloca o país no topo da lista da Zona Euro, onde os preços da habitação mais aumentaram neste período. No contexto da União Europeia, apenas a Hungria superou Portugal, com um crescimento ainda mais acentuado.

Os números revelam que, na Zona Euro, os preços das casas aumentaram 5,1% em comparação com o ano anterior, enquanto a média na União Europeia foi de 5,5%. A variação homóloga em Portugal é, portanto, notavelmente superior à média europeia, consolidando uma tendência de crescimento acelerado que se tem verificado ao longo de vários trimestres. Este aumento é o mais elevado desde, pelo menos, o primeiro trimestre de 2017.

No panorama europeu, a Hungria destaca-se como o único país da União Europeia que registou uma subida superior à de Portugal. O mercado habitacional húngaro, que cresceu 15,1% no segundo trimestre, beneficia de um programa governamental denominado Home Start, que oferece empréstimos a taxa fixa de 3% para a aquisição de habitação.

Além de Portugal e Hungria, outros países também apresentaram aumentos significativos nos preços das casas no segundo trimestre de 2025. A Bulgária viu um aumento de 15,5%, seguida pela Croácia (+13,2%), Espanha (+12,8%), Eslováquia (+11,3%) e Chéquia (+10,5%). Por outro lado, a Finlândia foi o único país da União Europeia a registar uma descida nos preços, com uma redução de 1,3%.

A aceleração homóloga dos preços das casas em Portugal no terceiro trimestre representa um aumento de 0,5 pontos percentuais em relação aos 17,2% registados no segundo trimestre. Além disso, os dados do Eurostat mostram um aumento em cadeia de 4,1% dos preços das casas em comparação com o trimestre anterior, com Portugal a ser ultrapassado apenas pela Letónia (5,2%) e Eslováquia (4,9%). Este aumento, no entanto, reflete um abrandamento em relação ao crescimento trimestral de 4,7% observado no segundo trimestre.

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Estes dados surgem num momento em que o Parlamento discute e vota o plano do Governo para a habitação. O pacote fiscal apresentado inclui medidas como a redução do IVA na construção de 23% para 6%, a diminuição da taxa autónoma de IRS sobre rendimentos prediais de 25% para 10% para rendas até 2.300 euros mensais, e o aumento da dedução à coleta de encargos com rendas. Leia também: O impacto das novas medidas fiscais no mercado imobiliário.

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Fonte: ECO

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