Exportações caem 1,7% em novembro devido a combustíveis

As exportações portuguesas enfrentaram uma nova contração em novembro, registando uma queda de 1,7% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este recuo é atribuído, em grande parte, ao impacto dos combustíveis, conforme revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, as importações também sofreram uma descida significativa, com uma redução de 7,9%. Em outubro, as variações homólogas das exportações e importações tinham sido de -5,8% e -2,9%, respetivamente. A tendência de queda acentuou-se em novembro, o que levanta preocupações sobre a saúde da economia nacional.

Quando se excluem as transações sem transferência de propriedade (TTE), a situação das exportações torna-se ainda mais preocupante, com uma contração de 6,2%, comparado a 3,6% em outubro. Por outro lado, a diminuição das importações foi menos severa, fixando-se em 2,8% em novembro, em comparação com 3,4% no mês anterior.

O défice da balança comercial de bens atingiu 1.991 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 629 milhões de euros face ao mesmo mês de 2024. Contudo, ao excluir as TTE, o défice comercial agravou-se em 167 milhões de euros, segundo o INE.

Este cenário levanta questões sobre a competitividade das exportações portuguesas e a dependência do país em relação aos combustíveis. A diminuição das exportações pode ter repercussões significativas na economia, afetando não apenas as empresas exportadoras, mas também o emprego e o crescimento económico.

Leia também: O impacto da inflação nas exportações portuguesas.

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Fonte: ECO

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