União Europeia aprova acordo comercial com o Mercosul após 25 anos

Após um longo processo que se estendeu por 25 anos, a União Europeia (UE) aprovou finalmente o acordo comercial com o Mercosul. Esta decisão foi tomada por uma maioria qualificada dos países membros, conforme reportado por várias agências internacionais. Apesar do apoio, houve vozes de oposição, com países como França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria a manifestarem desacordo. A Bélgica optou pela abstenção, enquanto a Itália, que anteriormente pediu um adiamento, acabou por votar a favor, sendo crucial para a aprovação do acordo.

As capitais da União Europeia tinham até ao final da tarde de sexta-feira para apresentar objeções e formalizar a votação. Este procedimento, conhecido como ‘procedimento escrito’, serve para consolidar o apoio político à aprovação informal já dada pelos embaixadores em Bruxelas. O acordo comercial UE Mercosul inclui também salvaguardas adicionais para os mercados agrícolas, que serão ativadas caso ocorra um aumento significativo nas importações provenientes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Com a aprovação deste acordo, a União Europeia e o Mercosul estabelecem a maior área de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 700 milhões de pessoas. Para Bruxelas, esta é uma vitória geopolítica importante, especialmente face ao crescente papel da China na América Latina. O acordo surge num contexto em que os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, têm intensificado a imposição de tarifas, o que leva tanto a Europa como outros países, incluindo o Brasil, a procurarem maior previsibilidade nas suas relações comerciais.

No entanto, uma questão que permanece em aberto é como Donald Trump reagirá a este acordo. Não está claro se o presidente norte-americano irá impor tarifas adicionais que possam comprometer o funcionamento da nova zona de livre comércio.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem uma viagem agendada ao Paraguai, que atualmente preside ao Mercosul, para a próxima semana, onde se prevê a assinatura do acordo. Contudo, o porta-voz da Comissão, Olof Gill, não confirmou os detalhes da viagem, sublinhando que, neste momento, o foco está nos procedimentos a decorrer no Conselho da União. “Vamos lidar com os próximos passos assim que estiverem concluídos”, afirmou.

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Fonte: Sapo

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