Sicasal pede insolvência devido a dívidas de 22,4 milhões a bancos

A Sicasal, uma indústria de carnes situada em Mafra, viu-se obrigada a solicitar a sua insolvência devido a uma acumulação de dívidas que já ascendem a 22,4 milhões de euros junto de instituições bancárias. A decisão surgiu após o indeferimento do Plano Especial de Revitalização (PER), conforme revelou o processo ao qual a agência Lusa teve acesso.

Em uma reunião do conselho de administração realizada em outubro de 2025, a empresa reconheceu estar a enfrentar uma “situação económica difícil”, embora tenha afirmado não estar em estado de insolvência inicial. O PER foi proposto na esperança de reestruturar as finanças da Sicasal, que enfrenta um elevado passivo bancário e encargos financeiros significativos, resultantes de empréstimos e dívidas a fornecedores.

Os números são alarmantes: em junho de 2025, a Sicasal reportou um passivo total de 39,3 milhões de euros, enquanto o seu património estava avaliado em apenas 38,25 milhões, além de 4,6 milhões em ativos correntes. A dívida aos 250 credores é de 37 milhões, sendo que 22,4 milhões são devidos a bancos, incluindo o Banco Comercial Português, que sozinho reclama 11,6 milhões.

A empresa enfrenta dificuldades financeiras que se refletem na sua operação. Os gastos com pessoal, que totalizaram quase 7,2 milhões em 2024, e a perda de quota de mercado contribuíram para uma queda significativa no volume de negócios, que passou de 73,3 milhões em 2022 para 42,3 milhões em 2024. Este cenário levou a Sicasal a acumular prejuízos de 3 milhões em 2022, 8,8 milhões em 2023 e 11 milhões em 2024.

Em outubro, a Sicasal solicitou o PER com a intenção de reestruturar as suas dívidas e garantir a continuidade das operações e dos postos de trabalho. Contudo, o tribunal rejeitou o pedido em dezembro, alegando que a documentação necessária não estava completa. Recentemente, o Banco Comercial Português, o maior credor, pediu a insolvência da empresa, resultando na nomeação de Jorge Calvete como administrador de insolvência. Uma assembleia de credores está agendada para 4 de março.

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Apesar da paragem da produção, o administrador de insolvência manifestou a intenção de apresentar um plano de recuperação e confirmou que existem investidores interessados na Sicasal. O atual administrador da empresa, Álvaro Santos Silva, tem-se recusado a prestar declarações sobre a situação.

Fundada em 1968, a Sicasal já enfrentou desafios no passado, incluindo um incêndio em 2011 que destruiu parte das suas instalações. A empresa conseguiu recuperar e, em 2013, alcançou um volume de negócios de 85 milhões, mostrando a sua capacidade de resiliência. No entanto, a situação atual levanta questões sobre o futuro da Sicasal e a possibilidade de uma nova recuperação.

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Fonte: ECO

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