O número de despedimentos coletivos em Portugal registou um aumento significativo de cerca de 16% até novembro de 2025, totalizando 515 casos. Este valor já supera o total de despedimentos coletivos comunicados durante todo o ano de 2024, que foi de 497, segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
Analisando os dados, verifica-se que dos 515 despedimentos coletivos comunicados nos primeiros 11 meses de 2025, 174 foram de microempresas, 207 de pequenas empresas, 84 de médias empresas e 50 de grandes empresas. Este aumento no número de despedimentos coletivos é um sinal preocupante para o mercado de trabalho, que já enfrenta desafios significativos.
Em termos regionais, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera com 254 despedimentos coletivos, seguida pelo Norte, que contabilizou 156, e pelo Centro, com 82. O Alentejo e o Algarve registaram 12 e 11 despedimentos coletivos, respetivamente. Estes números indicam que as áreas urbanas e economicamente mais ativas estão a ser mais afetadas por esta tendência.
Além disso, o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos também já ultrapassou o total de 2024. Nos primeiros 11 meses de 2025, foram 6.099 trabalhadores abrangidos, dos quais 5.935 foram efetivamente despedidos. Em comparação, em todo o ano de 2024, o número de trabalhadores abrangidos foi de 6.085, com 5.758 efetivamente despedidos. Este aumento de quase 10% nos despedimentos efetivos em relação ao ano anterior é um indicador alarmante da deterioração do mercado de trabalho.
Se analisarmos o mês de novembro de 2025, foram efetivamente despedidos 161 trabalhadores, um número inferior aos 444 registados no mesmo mês do ano anterior e aos 362 de outubro. A região Norte destacou-se novamente, com 62% dos despedimentos, totalizando 100 trabalhadores.
Os setores mais afetados em novembro foram os transportes e armazenagem, bem como as indústrias transformadoras. A principal razão apontada para os despedimentos coletivos foi o encerramento de uma ou várias secções ou estruturas, que representou 53% dos casos.
Este cenário de despedimentos coletivos levanta preocupações sobre a estabilidade do emprego em Portugal. A situação exige uma análise cuidadosa e, possivelmente, a implementação de medidas que possam mitigar os impactos negativos no mercado de trabalho. Leia também: O futuro do emprego em Portugal e as suas perspetivas.
Leia também: Acordo comercial UE-Mercosul aprovado pelo Conselho da UE
Fonte: ECO





