Impresa evita reembolso antecipado da dívida da SIC com MFE

A Impresa anunciou que, no dia 9 de janeiro de 2026, celebrou um aditamento ao acordo de investimento com a MFE – MediaForEurope, que foi inicialmente assinado a 26 de novembro de 2025. Este ajuste visa assegurar que a efetivação do Investment Agreement, que inclui um aumento de capital e a injeção de 17,3 milhões de euros pela MFE, só ocorra após a votação na assembleia dos obrigacionistas.

De acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa e a MFE estão a trabalhar para resolver questões técnicas relacionadas com a dívida da SIC antes de concluir o acordo de investimento. O adiamento permitirá que os detentores de obrigações votem sobre as alterações propostas aos termos e condições das obrigações, que estão ligadas à sustentabilidade da SIC.

A Impresa, que detém a SIC, enfrenta um desafio técnico e financeiro que precisa de ser ultrapassado antes de finalizar a entrada da MFE no seu capital. O comunicado esclarece que a plena produção de efeitos do Investment Agreement depende da confirmação pela CMVM de que este acordo não obriga a MFE a lançar uma oferta pública de aquisição sobre a totalidade das ações da Impresa.

O Investment Agreement, que foi assinado no final de 2025, permitirá à MFE adquirir cerca de 32,9% do capital da Impresa, diluindo a participação da família Balsemão para aproximadamente 33,7%. Esta mudança de controlo poderia, segundo os termos originais das obrigações, desencadear o direito a reembolso antecipado por parte dos obrigacionistas, um cenário que a SIC pretende evitar, dado que seria financeiramente oneroso.

Os atuais termos das obrigações emitidas pela SIC, que se referem ao empréstimo obrigacionista denominado “Obrigações Ligadas à Sustentabilidade SIC 2024-2028”, preveem que uma alteração significativa no controlo da empresa pode levar ao reembolso antecipado. Para evitar essa situação, a Impresa convocou uma Assembleia Extraordinária de Obrigacionistas para o dia 5 de janeiro de 2026, onde será votada uma alteração aos Termos e Condições das obrigações.

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A proposta principal é que o reembolso antecipado só seja exigível se a família Balsemão perder pelo menos um terço do capital, em vez da maioria. Desta forma, com a transação, o reembolso antecipado deixaria de ser uma possibilidade. A assembleia está agendada para 6 de fevereiro de 2026, com uma segunda convocatória marcada para 23 de fevereiro, caso não haja quórum.

Leia também: O impacto das alterações no mercado de obrigações.

reembolso antecipado Nota: análise relacionada com reembolso antecipado.

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Fonte: Sapo

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