A desvalorização da moeda iraniana, que caiu cerca de 50% nos últimos meses, resultou num aumento acentuado da inflação, afetando gravemente o nível de vida da população. Este cenário de crise económica desencadeou protestos em várias cidades do Irão, onde os cidadãos exigem medidas urgentes para mitigar os efeitos da situação.
O novo presidente, Masoud Pezeshkian, que assumiu o cargo em julho de 2024 após a morte do seu antecessor, Ebrahim Raisi, num acidente de helicóptero, anunciou um subsídio mensal destinado às famílias mais vulneráveis como resposta imediata à crise. Esta medida visa aliviar o impacto da desvalorização da moeda e da inflação, que têm deixado muitos iranianos em dificuldades financeiras.
Contudo, a resposta do governo não se limitou a medidas económicas. As autoridades mantiveram as forças policiais, especialmente as brigadas do Corpo da Guarda Revolucionária, em estado de alerta, intensificando a repressão aos manifestantes. Esta abordagem tem gerado críticas tanto a nível nacional como internacional, com muitos a questionarem a eficácia das políticas do governo em lidar com a insatisfação popular.
A desvalorização da moeda não é um fenómeno isolado, mas sim um reflexo de problemas económicos mais profundos que o Irão enfrenta, incluindo sanções internacionais e má gestão económica. A inflação, que já se encontra em níveis alarmantes, continua a ser uma preocupação central para os cidadãos, que veem o seu poder de compra a diminuir drasticamente.
Enquanto isso, o governo de Pezeshkian enfrenta um desafio monumental: equilibrar a necessidade de controlar a agitação social com a urgência de implementar reformas económicas que possam estabilizar a moeda e a economia. A pressão para encontrar soluções eficazes é cada vez maior, e a desvalorização da moeda continua a ser um tema central nas discussões políticas e sociais.
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Fonte: Sapo





