A Região Norte de Portugal enfrenta um momento crítico no seu desenvolvimento. Os desafios económicos, sociais e territoriais são complexos e não podem ser resolvidos apenas com uma boa gestão administrativa ou com a execução eficaz de fundos europeus. É essencial uma liderança regional que possua uma visão estratégica, capacidade de articulação institucional e um profundo conhecimento do território.
Neste contexto, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) assume um papel central. Com competências reforçadas, a CCDR-N deve ser o eixo do planeamento regional, da coordenação das políticas públicas e da orientação do investimento estrutural.
Como Presidente de Câmara Municipal, identifico dois grandes desafios que a nova liderança da CCDR-N terá de enfrentar. O primeiro é afirmar a CCDR-N como um verdadeiro centro de planeamento estratégico regional, em vez de ser vista apenas como uma entidade gestora de programas e fundos. A Região Norte necessita de prioridades claras e coerentes que sejam inteligentes do ponto de vista territorial. Mais do que números de execução, é crucial ter um impacto real na competitividade das empresas, na criação de emprego qualificado, na inovação e na qualidade de vida das populações. Para isso, é necessária uma visão abrangente e uma avaliação rigorosa dos resultados.
O segundo desafio é transformar a coesão territorial num objetivo concreto e mensurável. Persistem desigualdades significativas entre o litoral e o interior, entre áreas metropolitanas e cidades médias, e entre territórios dinâmicos e zonas afetadas pelo despovoamento. O Norte só será verdadeiramente competitivo se souber valorizar os seus territórios intermédios e os municípios de média dimensão. Estes locais representam uma oportunidade real para responder a problemas da Área Metropolitana do Porto, como a pressão sobre a habitação e a escassez de solo industrial.
Cidades médias bem localizadas, que ofereçam qualidade urbana, serviços públicos adequados e capacidade de acolhimento empresarial, podem redistribuir o crescimento económico e demográfico. Para isso, é indispensável reforçar a interligação entre o litoral e o interior, através de políticas integradas de mobilidade e de um planeamento territorial que vá além das fronteiras administrativas.
A resposta à crise da habitação e à falta de solo industrial exige uma visão regional integrada, um investimento público coordenado e uma CCDR-N com uma capacidade efetiva de liderança estratégica. Neste contexto, decorre a eleição para a Presidência da CCDR-N. Entre as candidaturas, Álvaro dos Santos destaca-se pela sua experiência, conhecimento técnico e uma visão que se alinha com os desafios atuais, defendendo uma CCDR-N mais próxima dos municípios e orientada para o impacto territorial.
O Norte de Portugal tem todas as condições para dar um novo salto em frente. Precisamos de lideranças capazes de concretizar este potencial, especialmente na CCDR-N.
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Fonte: ECO





