Marques Mendes apela ao voto dos indecisos nas presidenciais

O candidato presidencial Luís Marques Mendes voltou a dirigir-se aos indecisos, apelando ao seu voto nas eleições de 18 de janeiro. Mendes, que se apresenta como o candidato da estabilidade, enfatizou a importância deste grupo de eleitores, afirmando que a sua escolha pode alterar o resultado das eleições. “Estamos a iniciar a última semana de campanha e o meu foco está nos muitos portugueses que ainda não decidiram em quem votar. Os indecisos representam uma percentagem significativa”, declarou.

O candidato, apoiado pelo PSD e CDS-PP, mostrou-se confiante de que será o “candidato mais votado no dia 18”, sublinhando que os indecisos são essenciais para o sucesso da sua campanha. Durante uma visita à Praia do Furadouro, em Ovar, Mendes pediu aos eleitores que considerem quem é o candidato “mais bem preparado” e com “maior experiência” para assumir a presidência.

Neste contexto, Luís Marques Mendes destacou a importância da participação cívica, especialmente no dia em que os eleitores podem exercer o voto antecipado em mobilidade. O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também votou antecipadamente e comentou que a democracia permite a eleição de “novas pessoas e novas gerações”. Mendes, no entanto, optou por não comentar as declarações do chefe de Estado.

Questionado sobre a sua idade, Mendes, com 68 anos, considerou exagerado ser rotulado como “velho” e garantiu que a sua campanha está repleta de energia. O candidato reiterou que o seu discurso se centra na ideia de estabilidade, afirmando que pretende ser “o Presidente da estabilidade”. “Acho que há riscos enormes com qualquer outro candidato que possa levar Portugal a perder estabilidade”, alertou.

Mendes defendeu que é crucial “dar condições ao Governo, este ou qualquer outro, para governar e resolver os problemas”, o que, segundo ele, requer estabilidade. Apesar de ter recebido apoio de vários membros do Governo, o candidato reafirmou a sua independência, afirmando que não será “amigo do Governo, nem adversário do Governo”, mas sim um “amigo de boas decisões do Governo e adversário de falhas do Governo”.

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O candidato concluiu que a questão central para a maioria dos portugueses é a “defesa da estabilidade”. Ele fez uma comparação com António José Seguro, questionando se, se eleito, este iria derrubar o Governo para favorecer o PS. “A estabilidade é o que importa neste momento”, rematou.

Leia também: O impacto do voto dos indecisos nas eleições.

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Fonte: ECO

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