Lisboa começou a semana a perder terreno, alinhando-se com a tendência negativa que se observa nos principais mercados europeus. O índice PSI abriu a desvalorizar 0,51%, fixando-se nos 8.475,52 pontos. Esta queda reflete um ambiente de incerteza que se espalha por várias praças financeiras do continente.
No panorama europeu, o índice DAX da Alemanha foi um dos poucos a resistir a quedas mais acentuadas, apresentando uma desvalorização de apenas 0,02%, situando-se nos 25.380,00 pontos. Em contrapartida, a bolsa espanhola registou a maior desvalorização, com uma queda de 0,65%, atingindo os 17.528,59 pontos. O índice francês CAC 40 também seguiu a tendência, com uma quebra de 0,21%, para 8.344,48 pontos.
Além das quedas nos índices, os ativos de refúgio, como o ouro e a prata, atingiram níveis recorde. O aumento da procura por estes metais preciosos foi impulsionado por uma ameaça do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ao banco central, que poderá resultar em uma ação judicial. Jerome Powell, líder da Reserva Federal dos EUA, revelou a situação, gerando preocupações sobre a independência da instituição e, consequentemente, aumentando o interesse por ativos mais seguros.
O preço do ouro disparou para cerca de 4.600 dólares (aproximadamente 3.939 euros) por onça, enquanto a prata quase alcançou os 85 dólares (73 euros) por onça, marcando um novo recorde. Por outro lado, o petróleo Brent, referência para a Europa, desvalorizou 0,19%, fixando-se nos 63,22 dólares, enquanto o petróleo WTI valorizou ligeiramente, subindo 0,12% para 58,99 dólares.
Este cenário de desvalorização nos mercados europeus e a procura por ativos de refúgio refletem um clima de incerteza que poderá continuar a influenciar as negociações nas próximas semanas. Leia também: O impacto da volatilidade nos investimentos.
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Fonte: Sapo





