A CGTP está a preparar uma grande manifestação em Lisboa, marcada para esta terça-feira, com o objetivo de exigir a retirada do controverso pacote laboral. A concentração terá início às 14:30 na Praça Luís de Camões e seguirá em direção à Assembleia da República, onde será entregue um abaixo-assinado com dezenas de milhares de assinaturas recolhidas ao longo dos últimos três meses.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, expressou a expectativa de uma forte presença de trabalhadores, sublinhando a importância de dar resposta à mobilização demonstrada na recente greve geral de 11 de dezembro. “Não podemos deixar que a força dos trabalhadores fique sem resposta por parte do Governo”, afirmou, acrescentando que não serão emitidos pré-avisos de greve para esta manifestação.
Este evento ocorre na véspera de uma reunião entre a CGTP e o primeiro-ministro, que terá lugar em São Bento. Tiago Oliveira enfatizou que o principal objetivo da reunião é a exigência da retirada do pacote laboral. “O primeiro-ministro tem que responder à participação massiva dos trabalhadores na greve geral”, disse, insistindo que a central sindical não está disposta a discutir apenas alguns pontos, enquanto outros permanecem sem atenção.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, tem afirmado que a CGTP se tem afastado das negociações, uma acusação que a central sindical rejeita. A CGTP argumenta que o Governo não acolheu as suas propostas e bloqueou a discussão sobre as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores.
Oliveira criticou ainda a falta de diálogo do primeiro-ministro, sugerindo que, após a adesão significativa à greve geral, Luís Montenegro deveria ter procurado a CGTP para discutir o processo. “O Governo tem que ouvir a maioria, que se pronunciou contra o pacote laboral”, sublinhou.
Apesar das dificuldades, Tiago Oliveira reafirmou que a CGTP continuará a participar nas negociações da Concertação Social para dar voz aos trabalhadores. O secretário-geral não descartou a possibilidade de novas formas de luta, incluindo uma nova greve geral em colaboração com a UGT, caso a resposta do Governo não seja satisfatória. “Num momento certo e quando for necessário, iremos discutir as ações a tomar”, concluiu.
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Fonte: Sapo





