Depósitos estruturados: o que são e quais os riscos?

Os depósitos estruturados têm vindo a ganhar popularidade entre os investidores que procuram alternativas aos tradicionais depósitos a prazo. Com a promessa de uma remuneração mínima garantida e a segurança do capital, estes produtos financeiros podem parecer atraentes. No entanto, é fundamental entender como funcionam e quais os riscos associados aos depósitos estruturados.

Os depósitos estruturados combinam a segurança dos depósitos a prazo com a volatilidade dos mercados financeiros. A principal característica destes produtos é que a remuneração final só é conhecida no final do prazo, uma vez que depende da evolução de ativos financeiros, como ações ou índices de mercado. Assim, embora o capital investido esteja garantido, a rentabilidade pode ser inferior à dos depósitos a prazo, especialmente se o desempenho dos ativos não for favorável.

Na prática, os depósitos estruturados costumam oferecer um rendimento mínimo garantido, que pode ser inferior ao de um depósito a prazo convencional. Por exemplo, um depósito estruturado com um prazo de dois anos pode garantir um rendimento mínimo de 1%. Contudo, a rentabilidade adicional está condicionada ao desempenho de ações de empresas específicas. Se todas as ações valorizarem, o investidor poderá obter um juro de 9%, mas se não houver valorização, a rentabilidade será apenas a mínima garantida.

Para ilustrar, imagine que investe 10 mil euros num depósito estruturado com um rendimento mínimo de 1%. Se todas as ações associadas valorizarem, no final do prazo receberá 10.900 euros. Caso contrário, o retorno será apenas de 10.100 euros. Portanto, ao optar por depósitos estruturados, o investidor pode ter a oportunidade de ganhar mais do que num depósito a prazo tradicional, mas também corre o risco de obter uma rentabilidade muito reduzida.

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Os depósitos estruturados podem ser uma boa opção para quem procura diversificar os investimentos sem arriscar demasiado. No entanto, é crucial ter em mente que a rentabilidade não é garantida e que depende de condições específicas que podem não se concretizar. Além disso, a liquidez é um fator a considerar, uma vez que estes produtos têm prazos fixos e, geralmente, não permitem levantamentos antecipados. Assim, se precisar de acesso ao seu dinheiro antes do fim do prazo, pode ser um problema.

A principal diferença entre depósitos estruturados e depósitos a prazo reside na previsibilidade. Enquanto o depósito a prazo oferece uma rentabilidade fixa e assegurada, o estruturado apresenta uma incerteza que pode resultar em ganhos superiores ou inferiores. Portanto, é importante avaliar se está disposto a assumir esse risco em troca de um potencial prémio.

Antes de investir, é essencial ler o Documento de Informação Fundamental disponibilizado pelo banco. Este documento fornece informações cruciais sobre os ativos de referência, a forma de cálculo da valorização, custos adicionais e condições de mobilização. É importante estar ciente de que os depósitos estruturados estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que assegura o reembolso até 100 mil euros por depositante, caso o banco não consiga cumprir com os reembolsos.

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Fonte: Doutor Finanças

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