A Open Cosmos, uma operadora de satélites que recentemente adquiriu a empresa portuguesa Connected, anunciou a conquista de um espectro de comunicações de banda Ka de alta prioridade no Liechtenstein. Esta conquista permitirá à empresa desenvolver e operar uma nova constelação soberana de satélites de banda larga em órbita baixa da Terra (LEO). Rafel Jordà Siquier, fundador e CEO da Open Cosmos, revelou que os primeiros satélites da nova constelação serão lançados nas próximas semanas.
A obtenção das licenças de banda Ka no Liechtenstein representa um marco importante para a Open Cosmos, que vê nesta oportunidade uma forma de concretizar as suas ambições espaciais e o potencial da Europa. “Com a nossa abordagem abrangente para o projeto, fabrico, lançamento e operação contínua de satélites, seremos rápidos na implementação”, afirmou Siquier em comunicado.
Com mais de uma década de experiência no lançamento de satélites de telecomunicações e observação da Terra, a Open Cosmos está agora a aplicar o seu conhecimento na área da conectividade e comunicações via satélite. Esta nova oferta visa garantir que utilizadores governamentais, empresariais e institucionais em toda a Europa e em outros continentes possam monitorizar situações críticas na Terra em tempo real, facilitando a gestão e a tomada de decisões rápidas.
A Open Cosmos já fornece serviços a governos no Reino Unido, Portugal, Grécia e Espanha. A empresa planeia lançar os seus dois primeiros satélites desta nova constelação no primeiro trimestre de 2026, em parceria com a Rocket Lab, com a descolagem programada para Mahia, na Nova Zelândia. Os satélites estão a ser fabricados na sede da Open Cosmos em Harwell, Oxfordshire, contando com a colaboração de equipas de Espanha, Portugal e Grécia.
Além disso, a Open Cosmos não só adquiriu a Connected, como também tem planos para abrir uma nova unidade em Coimbra, reforçando a sua presença no mercado português. A expansão da Open Cosmos é um passo significativo para o desenvolvimento de soluções de conectividade via satélite na Europa.
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Fonte: ECO





