O Parlamento Europeu manifestou a sua preferência por Mário Centeno e Mārtiņš Kazāks para o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE). Esta recomendação, embora não vinculativa, surge após uma sessão de audições com os seis candidatos, realizada na passada quarta-feira.
No dia 14 de janeiro, os membros do comité dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu tiveram a oportunidade de discutir informalmente com os candidatos. Os coordenadores do comité, que representam a maioria dos seus membros, expressaram apoio a Kazāks e Centeno como os seus favoritos para a vice-presidência do BCE. Aurore Lalucq, presidente do comité, informou também o Presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakákis, e o Ministro das Finanças de Chipre, Makis Keravnos, sobre esta recomendação.
As reuniões informais, que duraram cerca de 30 minutos cada, começaram com Mário Centeno. Além dele, participaram os governadores de bancos centrais de outros países, incluindo Madis Müller, da Letónia, Olli Rehn, da Estónia, Rimantas Šadžius, da Lituânia, e Boris Vujčić, da Croácia. Embora a recomendação do Parlamento Europeu seja um passo importante, o resultado final da escolha dependerá da votação dos ministros das Finanças.
A próxima reunião do Eurogrupo, agendada para segunda-feira, dia 19, já tinha na agenda a discussão da escolha para suceder a Luis de Guindos. Embora se esperasse que a votação pudesse ser adiada para fevereiro, há uma crescente convicção de que uma decisão possa ser alcançada na reunião de segunda-feira. Cada país votará de forma secreta em rondas sucessivas, até que um candidato obtenha a maioria qualificada, que exige pelo menos 16 votos favoráveis e a representação de 65% da população da Zona Euro.
Mārtiņš Kazāks, que se juntou à corrida em novembro, tem um percurso académico notável, com uma licenciatura em Economia pela Universidade de Cambridge e um mestrado e doutoramento na mesma área pela Queen Mary University, em Londres. Com 52 anos, Kazāks tem uma vasta experiência na banca, tendo sido economista-chefe do Hansabank Group e, desde 2019, governador do Banco da Letónia, cargo que ocupa como o mais jovem de sempre. A sua voz tem sido ouvida nas discussões sobre as taxas de juro do BCE, e a sua candidatura ganha força após a recomendação do Parlamento Europeu.
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Fonte: ECO





