A ex-assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL), Inês Bichão, afirmou esta quinta-feira que a divulgação de um alegado caso de assédio sexual envolvendo João Cotrim Figueiredo ocorreu sem o seu consentimento. Segundo Bichão, a “veracidade dos factos” será apurada nos tribunais, onde a situação será devidamente esclarecida.
Em comunicado enviado à agência Lusa, Inês Bichão explicou que, no passado dia 12 de janeiro, foi “ilicitamente difundido” um conteúdo de natureza privada, que originalmente foi partilhado em um contexto restrito e não público na rede social Instagram. A ex-assessora sublinhou que essa divulgação está a ser utilizada em contexto de campanha eleitoral, algo que contraria a sua vontade, e que não teve qualquer intervenção nesse processo.
Bichão também revelou que os factos em questão foram reportados internamente ao partido durante o ano de 2023. A advogada e consultora jurídica manifestou a sua preocupação com a forma como a situação está a ser abordada publicamente, afirmando que “não faz sentido continuar este tema”.
Por sua vez, João Cotrim Figueiredo, candidato presidencial, reagiu à situação à margem da sua campanha. O político afirmou que não tinha conhecimento das alegações, apesar de terem sido reportadas ao partido em 2023. Cotrim Figueiredo anunciou ainda que apresentou uma queixa-crime contra a antiga assessora, afirmando que tudo será decidido em tribunal.
A questão levanta preocupações sobre a forma como casos de assédio são tratados em ambientes políticos e a necessidade de um espaço seguro para que as vítimas possam reportar situações sem medo de retaliações. A situação continua a evoluir, e a atenção do público está voltada para o desfecho deste caso.
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Cotrim Figueiredo Cotrim Figueiredo Nota: análise relacionada com Cotrim Figueiredo.
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Fonte: ECO





