A partir de 1 de fevereiro, o preço do petróleo russo será limitado a 44,10 dólares por barril, conforme anunciado pela Comissão Europeia. Este novo teto faz parte de um mecanismo criado pela Coligação para a Limitação dos Preços do Petróleo do G7, que visa restringir os preços do petróleo bruto e dos produtos petrolíferos russos transportados por via marítima.
Desde 2022, os operadores da União Europeia só podem prestar serviços de transporte marítimo para o petróleo russo se este for vendido a preços iguais ou inferiores aos limites máximos estabelecidos. O limite anterior, que era de 60 dólares, foi reduzido em julho do ano passado para 47,60 dólares, através de um mecanismo automático que ajusta o teto de acordo com o preço médio de mercado.
O novo limite de 44,10 dólares resulta da aplicação de uma fórmula que garante que o teto é sempre 15% inferior ao preço médio do petróleo dos Urais, utilizado na exportação russa, calculado ao longo de um período de referência de 22 semanas. Este cálculo considera os preços médios entre 15 de julho e 15 de dezembro do ano passado. Além disso, os contratos que foram celebrados sob o limite anterior poderão ser executados durante um período de 90 dias a partir de 15 de janeiro.
A Comissão Europeia sublinha que a contenção das receitas energéticas da Rússia é uma prioridade, com o objetivo de enfraquecer a capacidade de Moscovo de continuar a sua agressão militar contra a Ucrânia. O comunicado da Comissão também menciona que o limite máximo de preços será revisto semestralmente, podendo haver revisões extraordinárias em resposta a mudanças significativas nos mercados petrolíferos.
O impacto deste novo limite no preço do petróleo russo poderá ser significativo, não apenas para a economia russa, mas também para os mercados globais de energia. A monitorização contínua da situação será crucial para avaliar as consequências desta medida.
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Fonte: ECO





