A Iniciativa Liberal (IL) desmentiu, esta quinta-feira, a existência de queixas internas relacionadas com alegados assédios sexuais por parte do candidato presidencial João Cotrim Figueiredo. Em resposta a uma declaração de uma ex-assessora parlamentar do partido, a IL afirmou que “é completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato”.
O partido, liderado por Mariana Leitão, sublinhou que rejeita “visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova”. Esta declaração surge após Inês Bichão, ex-assessora do grupo parlamentar da IL, ter afirmado que a divulgação de um alegado caso de assédio sexual envolvendo Cotrim Figueiredo foi feita sem o seu consentimento. Bichão indicou que “a veracidade dos factos” será apurada nos tribunais.
No comunicado enviado à agência Lusa, Inês Bichão esclareceu que, no dia 12 de janeiro, “foi ilicitamente difundido” conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito na rede social Instagram. A ex-assessora destacou que esta divulgação está a ser utilizada de forma manipulativa no contexto da campanha eleitoral, contra a sua vontade.
Cotrim Figueiredo, confrontado com estas alegações, reafirmou que a denúncia de assédio sexual será “cabalmente esclarecida em tribunal”, garantindo que “não tem nada a esconder”. Questionado sobre o seu conhecimento dos factos, o candidato presidencial afirmou não ter sido informado sobre qualquer situação de assédio sexual, mostrando-se visivelmente irritado com as perguntas repetidas dos jornalistas.
“Já me perguntaram três vezes. Eu não tenho conhecimento das situações de assédio sexual, portanto, o que é que falta esclarecer?”, reagiu Cotrim Figueiredo. O candidato, que ainda não discutiu o assunto com Mariana Leitão, expressou a sua confiança na integridade da líder do partido, afirmando que, se houvesse alguma queixa, ela lhe teria comunicado.
A situação em torno de alegações de assédio sexual levanta questões importantes sobre a transparência e a ética na política. A IL, ao negar as acusações, procura proteger a sua imagem e a de Cotrim Figueiredo, enquanto a ex-assessora promete que a verdade será revelada nos tribunais. Leia também: O impacto das alegações de assédio na política portuguesa.
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Fonte: Sapo





