O candidato à presidência, Gouveia e Melo, manifestou hoje a sua indignação em relação a André Ventura, líder do Chega, por este ter utilizado um camuflado militar. Gouveia e Melo considera que Ventura ultrapassou os limites ao vestir este tipo de vestuário, especialmente tendo em conta que nunca cumpriu o serviço militar obrigatório.
As declarações foram feitas em Porto, após uma reunião com membros da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). O almirante expressou o seu desagrado, afirmando que “isso deixa-me mesmo muito mal disposto”, referindo-se ao uso do camuflado militar, que lhe foi oferecido por antigos combatentes. “Deve ter cuidado com os símbolos que usa; os uniformes são para quem usou uniforme e serviu a pátria em uniforme”, acrescentou.
Para Gouveia e Melo, a atitude de Ventura representa um claro desrespeito pelas Forças Armadas. “Como militar, não gostei. Digo claramente que há coisas que têm limites. Isso para mim é um limite”, sublinhou.
Durante a conferência de imprensa, Gouveia e Melo também abordou a “tentativa” da Iniciativa Liberal de promover Cotrim Figueiredo como o candidato da juventude. Questionou a veracidade dessa afirmação, perguntando: “Mas onde está a prova de que isso acontece?” O almirante destacou a sua experiência ao longo da carreira militar, onde sempre trabalhou com gerações mais jovens, afirmando que “sempre liguei aos jovens” e que a sua candidatura também os inclui.
As críticas de Gouveia e Melo aumentaram quando se referiu à presunção de algumas candidaturas em se arrogar a representação dos jovens. “Isso é uma arrogância que me parece completamente despropositada. Eu não me arrogo a representar os mais velhos”, afirmou.
Questionado sobre a sua relação com o empresário Mário Ferreira, um dos seus apoiantes, Gouveia e Melo esclareceu que apenas participou num almoço de aniversário de um amigo. Relativamente à reunião com a ANJE, reiterou a importância de uma economia inovadora, que depende da renovação trazida por jovens empresários. “É muito importante incentivar estes jovens. Se for eleito Presidente, estarei ao lado deles”, garantiu.
Por fim, Gouveia e Melo enfatizou a necessidade de coesão social. “Quando estamos a comandar um navio, não começamos a atirar pessoas ao mar para que possa progredir mais rápido. O navio progride com as pessoas”, concluiu.
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Fonte: Sapo





