Acordo UE-Mercosul: Lula celebra fim de 25 anos de negociações

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que ocorreu no último sábado, considerando que este momento marca o fim de “25 anos de sofrimento”. Durante uma declaração no Rio de Janeiro, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Lula enfatizou que “mais comércio significa novos empregos dos dois lados do Atlântico”.

Este acordo, que cria um mercado conjunto de mais de 700 milhões de pessoas e um PIB aproximado de 22 biliões de euros, é visto por Lula como uma oportunidade não apenas para o Brasil e o Mercosul, mas também para a Europa e, em última análise, para a democracia global. “Em Assunção, a União Europeia e o Mercosul farão história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”, afirmou o Presidente brasileiro.

Lula da Silva destacou ainda que o acordo inclui compromissos ambientais, um aspecto que foi crucial para superar as objeções de vários países europeus. O chefe de Estado brasileiro sublinhou que o Brasil já é um grande fornecedor de produtos agropecuários para a União Europeia, mas expressou a intenção de diversificar a economia, afirmando que “não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de ‘commodities’”.

A aprovação do acordo foi possível após os 27 países da União Europeia terem alcançado uma maioria qualificada, apesar da oposição de países como França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria. Para garantir essa maioria, foram negociadas salvaguardas adicionais para os agricultores europeus, uma medida que, embora tenha convencido alguns países, não foi suficiente para mudar a posição de Paris.

Com a implementação do acordo, 91% das exportações da UE para o Mercosul e 92% das vendas sul-americanas para a Europa ficarão isentas de tarifas. Isso abre um mercado conjunto que representa um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 22 biliões de dólares, conforme dados da Comissão Europeia. Para a União Europeia, este tratado representa uma oportunidade de acesso a um mercado que, historicamente, tem sido protegido, especialmente para setores industriais competitivos como a indústria automóvel e a maquinaria industrial.

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Além disso, setores como o químico, farmacêutico e produtos agroalimentares com denominações de origem, como vinhos e queijos, também se beneficiarão significativamente com o acordo. A cerimónia de assinatura do acordo comercial terá lugar no Gran Teatro José Asunción Flores, no Banco Central do Paraguai, e contará com a presença de líderes europeus e sul-americanos.

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Fonte: Sapo

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