João Cotrim de Figueiredo, candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), expressou a sua preocupação com a possibilidade de o Partido Socialista (PS) eleger um novo Presidente da República, mesmo com uma maioria social de centro-direita no país. Em declarações recentes, Cotrim atribuiu essa situação a um “erro estratégico” da liderança do PSD, liderado por Luís Montenegro.
Cotrim lamentou que, apesar de ter sido sugerido como uma alternativa mais forte do que Marques Mendes, Montenegro não tenha colocado o interesse nacional acima das ambições do seu próprio partido. “Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro”, afirmou, referindo-se ao histórico líder do PSD.
Após os resultados das presidenciais, onde ficou em terceiro lugar, Cotrim considerou a sua posição como uma “derrota pessoal”. No entanto, deixou claro que não tenciona endossar ou recomendar o voto na segunda volta, mantendo a sua posição de não influenciar os eleitores. “Os eleitores que me confiaram o voto fizeram-no livremente e devem poder fazê-lo também na segunda volta”, disse.
Com cerca de 900 mil votos, que correspondem a 16% do total, Cotrim destacou que este resultado é um marco para a IL, que nunca tinha alcançado tal cifra em eleições anteriores. Ele vê este resultado como um “movimento de renovação” e sublinhou que “ninguém pode fechar o caminho que hoje se abriu”.
Cotrim de Figueiredo apelou a uma mobilização dos cidadãos, afirmando que “não tem de ser um fim”, mas sim “o início de um caminho” para um futuro mais promissor. A sua mensagem ressoou entre os eleitores que se sentiram sem representação, e ele acredita que este movimento pode continuar a crescer.
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Cotrim de Figueiredo Cotrim de Figueiredo Cotrim de Figueiredo Nota: análise relacionada com Cotrim de Figueiredo.
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Fonte: ECO





