Portugal encontra-se numa posição “muito robusta” para enfrentar possíveis impactos negativos resultantes de novas tarifas que Donald Trump possa anunciar contra a União Europeia. Esta afirmação foi feita pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que sublinhou a necessidade de uma “resposta unida e forte” da Europa, considerando que se ultrapassou uma linha vermelha.
Miranda Sarmento, à entrada da reunião do Eurogrupo, destacou que “não é aceitável que um país aliado da Europa na NATO, com o qual a Europa mantém as maiores relações comerciais, possa pôr em causa a soberania de um Estado-membro”. A reunião abordará, entre outros assuntos, as medidas de resposta às tarifas que o Presidente dos EUA poderá impor a países que se opõem à anexação da Gronelândia.
Embora o ministro tenha evitado entrar em pormenores sobre as medidas a serem adotadas, garantiu que “Portugal estará sempre do lado do compromisso, da solução maioritária e da defesa europeia”. Ele enfatizou que a situação atual é diferente da guerra comercial discutida anteriormente, pois agora se trata da soberania de um Estado-membro da UE. “Tem de ser uma resposta unida e forte, e há limites que não devem ser ultrapassados, sendo a soberania um deles”, afirmou.
Segundo o ministro, existem vários instrumentos em consideração, incluindo o instrumento anti-coerção proposto pelo Presidente francês no fim de semana. “Estamos preparados para atuar em conjunto e avaliar as várias hipóteses. Esta é uma linha que a UE não deve deixar ultrapassar”, acrescentou.
Relativamente ao impacto das novas tarifas, Miranda Sarmento afirmou que Portugal está numa “posição orçamental muito robusta”, prevendo um superávite de 0,3% do PIB. “Excluindo componentes temporários, Portugal tem um superávite real de 1%, o que nos coloca numa posição mais forte para enfrentar choques externos que possam surgir, embora desejemos que não aconteçam”, esclareceu.
Em resumo, “do ponto de vista económico, tanto a nossa economia como as nossas finanças públicas estão numa posição robusta, mas choques externos negativos têm sempre impacto”, concluiu o ministro.
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Fonte: ECO





