China apoia Irão em conflito nuclear com países europeus

A China manifestou, esta terça-feira, o seu apoio ao Irão no contexto do conflito com países europeus relacionado com o programa nuclear de Teerão. Este apoio foi expresso durante um encontro em Pequim entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.

Xi Jinping afirmou que a China “respeita o direito do Irão de utilizar a energia nuclear para fins pacíficos”. O líder chinês sublinhou a importância de encontrar uma solução para a questão nuclear iraniana que considere as preocupações legítimas de todas as partes envolvidas. Além disso, Xi reiterou a posição da China contra o uso da força para resolver conflitos, defendendo que “a comunicação e o diálogo são a única via adequada para alcançar uma paz duradoura”.

Pezeshkian, que se encontra em Pequim, vai participar, na quarta-feira, num desfile militar em comemoração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, ao lado de Xi e dos líderes da Rússia e da Coreia do Norte. A China, que é o principal parceiro comercial do Irão, manifestou a sua oposição a uma iniciativa da Alemanha, França e Reino Unido, que poderá levar à reposição de sanções contra a República Islâmica.

Na semana passada, os três países europeus ativaram um mecanismo que inicia um processo de 30 dias para reimpor sanções que haviam sido suspensas há uma década. Esta decisão surgiu após alertas sobre alegadas violações por parte do Irão do acordo de 2015, que visava limitar o seu programa nuclear. Os países ocidentais acusam o Irão de tentar desenvolver armas nucleares, uma alegação que Teerão nega, afirmando ter o direito a um programa nuclear civil.

Xi Jinping também destacou a importância do compromisso do Irão em não buscar armas nucleares, valorizando a posição do país neste sentido. A tensão aumentou ainda mais após o Irão ter suspendido a sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), após um ataque militar de Israel, que visou as capacidades nucleares iranianas.

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A Organização de Cooperação de Xangai, que inclui a China, o Irão e a Rússia, emitiu um alerta contra tentativas de reinterpretar a resolução das Nações Unidas que aprova o acordo nuclear iraniano de 2015. Os líderes eurasiáticos afirmaram que “qualquer tentativa de interpretar erroneamente ou reinterpretar arbitrariamente esta resolução irá minar a autoridade do Conselho de Segurança da ONU”.

A China e a Rússia são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, juntamente com a França, o Reino Unido e os Estados Unidos, no contexto da ordem mundial estabelecida há 80 anos. O apoio da China ao Irão neste conflito nuclear poderá ter repercussões significativas nas relações internacionais.

Leia também: O impacto das sanções na economia iraniana.

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Fonte: ECO

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