Santos Silva critica Trump por ofensas a aliados da NATO

O antigo ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, manifestou o seu desagrado pelas críticas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigidas aos aliados da NATO no contexto da guerra no Afeganistão. Santos Silva elogiou o “profissionalismo e competência” dos milhares de militares portugueses que participaram nesta missão.

Numa publicação na sua página de Facebook, Santos Silva afirmou que as declarações de Trump “insultam também Portugal”. O ex-ministro recordou que “milhares de militares portugueses serviram no Afeganistão, cumprindo ordens do Governo português, no âmbito da Aliança Atlântica”, referindo-se ao ativar do artigo 5.º da NATO após os ataques de 11 de setembro de 2001, que desencadearam uma guerra de duas décadas.

Entre as várias missões desempenhadas pelo contingente português, destacou a proteção do aeroporto de Cabul. Santos Silva sublinhou que “todos os nossos militares se destacaram pelo seu profissionalismo e competência”, lembrando que “dois morreram” em serviço.

O ex-ministro não poupou críticas a Trump, chamando-o de “aldrabeco” que, segundo ele, encontrou uma forma de escapar ao serviço militar. Santos Silva enfatizou que “Trump não pode insultar os mortos de todos os aliados, e em particular, não pode insultar os portugueses que deram a vida na luta contra o terrorismo”. Ele fez um apelo à dignidade das Forças Armadas Portuguesas, afirmando que “ninguém pode brincar com a sua honra”.

Na sua mensagem, Santos Silva também expressou a sua surpresa pela falta de uma reação oficial das autoridades portuguesas. “Se houve já protesto das autoridades, aplaudo-o vigorosamente. Se não houve ainda, aqui fica o meu”, afirmou. Até ao momento, não houve comentários do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ou de outros membros do Governo sobre as declarações de Trump.

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O antigo ministro, que ocupou a pasta da Defesa entre 2009 e 2011 e a dos Negócios Estrangeiros entre 2015 e 2021, teve a oportunidade de lidar diretamente com a operação no Afeganistão. As críticas de Trump, que foram feitas numa entrevista ao canal Fox News, geraram reações negativas entre os aliados europeus, incluindo o Reino Unido, que exigiu um pedido de desculpas, assim como os governos de Itália, Alemanha e Dinamarca.

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Fonte: Sapo

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