Governo deve melhorar leis de arrendamento, afirma CEO da Dils

O mercado de arrendamento em Portugal tem sido uma prioridade para o Governo, mas a necessidade de melhorias nas leis é cada vez mais evidente. Pedro Lancastre, CEO da Dils, sublinha que é fundamental proporcionar mais proteção aos proprietários. “Os proprietários têm um certo trauma do congelamento das rendas e da possibilidade de inquilinos não pagarem, mantendo a casa por tempo indeterminado”, afirma.

Lancastre acredita que o Governo desempenha um papel crucial na questão do arrendamento, especialmente no que diz respeito às propriedades do Estado. Segundo ele, estas deveriam ser disponibilizadas para parcerias público-privadas, o que poderia transformar o cenário atual. “As câmaras municipais, em colaboração com o setor privado, têm a oportunidade de simplificar as regras e facilitar a entrada de investidores que estão à espera de projetos com rendas acessíveis”, acrescenta.

Este ano, o CEO espera que a colaboração entre o Estado e investidores comece a dar frutos, promovendo um “boost” no segmento de built to rent, que poderá equilibrar o mercado de habitação. Outra medida importante do Governo, segundo Lancastre, é a redução do IVA na construção para 6%. Ele recorda que esta medida teve um impacto positivo no passado, ajudando a reabilitar cidades que estavam em estado de degradação. “Podemos ter um efeito semelhante que transforme as nossas cidades novamente”, destaca.

A construção enfrenta desafios significativos, especialmente devido ao aumento dos custos. No entanto, Lancastre aponta para soluções que podem ajudar a reduzir preços e acelerar o processo de construção. “Construções modulares ou pré-fabricadas são exemplos de inovações que podem chegar a Portugal e fazer a diferença”, sublinha.

Quando questionado sobre a ambição do Governo em relação à garantia pública e benefícios fiscais, especialmente com a limitação de idade até aos 35 anos, o CEO refere que “quando se impõem barreiras, surgem sempre polémicas”. Ele defende que o foco deve ser a criação de condições favoráveis tanto para proprietários como para promotores imobiliários, garantindo também benefícios para os arrendatários, que não devem estar constantemente preocupados com a compra da próxima casa.

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Em relação ao desempenho da Dils em Portugal, Lancastre faz um balanço positivo após o primeiro ano desde a aquisição da Castelhana. “Realizámos uma campanha forte para reposicionar a marca no segmento premium e esperamos crescer 50% no mercado residencial”, revela. O CEO expressa um otimismo cauteloso, acreditando que 2025 poderá ser um ano de grandes transações no setor. “É possível atingir os 40 mil milhões de euros em transações”, conclui, prevendo um aumento de 20% no investimento em imobiliário comercial, com 65% desse valor a vir de investidores internacionais.

Leia também: O impacto das parcerias público-privadas no setor imobiliário.

arrendamento arrendamento arrendamento Nota: análise relacionada com arrendamento.

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Fonte: Sapo

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