O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira um acordo com a NATO que garante acesso total e permanente à Gronelândia. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sublinhou a importância de intensificar o compromisso dos aliados com a segurança do Ártico, especialmente face às ameaças da Rússia e da China. A nota oficial da Casa Branca, assinada por Trump, menciona que este acordo se estende não apenas à Gronelândia, mas a toda a região ártica.
Esta declaração surge após a confusão gerada por Trump durante o Fórum Económico Mundial em Davos, onde teria confundido a Gronelândia com a Islândia. Contudo, a situação parece ter sido esclarecida, uma vez que a Islândia é membro da NATO, mas não da União Europeia, tendo retirado a sua candidatura de adesão em 2015.
A reação da União Europeia, que inclui o Reino Unido, foi de alívio, especialmente após Trump ter afirmado que não aplicaria as tarifas programadas para entrar em vigor a 1 de fevereiro. A eliminação das tarifas representa um passo positivo nas relações transatlânticas, ao mesmo tempo que a intensificação do compromisso de segurança no Ártico reflete as decisões tomadas pelos europeus no âmbito da NATO.
Embora os detalhes do acordo ainda não estejam claros, a Dinamarca reafirmou que a sua soberania sobre a Gronelândia não está em discussão. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que não houve negociações sobre a soberania, mas reconheceu que houve progressos nas discussões sobre segurança na região. Trump, por sua vez, indicou que os detalhes estão a ser negociados e que cabe agora aos altos comandantes da NATO definir os requisitos de segurança adicionais.
Um ponto importante a destacar é que a exploração de minérios na Gronelândia não foi abordada nas conversações entre Trump e Rutte. As negociações sobre a ilha continuarão entre os Estados Unidos, a Dinamarca e a própria Gronelândia. Vale lembrar que os Estados Unidos mantêm uma base militar na Gronelândia, a Pituffik, e que, durante a II Guerra Mundial, tiveram várias bases na ilha.
A decisão de Trump de descartar qualquer intervenção militar na Gronelândia foi bem recebida pelos mercados, que reagiram positivamente. Os principais índices bolsistas, tanto na Europa como nos Estados Unidos, registaram aumentos significativos, refletindo a descompressão das tensões.
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Fonte: Sapo





