O único debate entre António José Seguro e André Ventura está agendado para esta terça-feira, às 20h30, e será transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI. Durante 75 minutos, os dois candidatos terão a oportunidade de apresentar os seus argumentos antes da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro. É importante notar que Seguro recusou um segundo debate nas rádios, apesar da insistência de Ventura.
A pré-campanha tem sido caracterizada por um forte apoio a Seguro por parte de figuras do centro-direita e da direita, como Cavaco Silva e Paulo Portas. Por outro lado, Ventura tem adotado uma postura “anti-sistema”, buscando o apoio do “povo português” e criticando os “notáveis” da direita.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) prevê que a campanha oficial comece na quarta-feira, 28 de janeiro, após a conclusão dos trabalhos da Assembleia de Apuramento Geral. O politólogo José Palmeira acredita que ambos os candidatos têm agora o adversário que mais lhes convém. Segundo ele, as sondagens indicam que Ventura tem grandes dificuldades em vencer a segunda volta, o que pode beneficiar Seguro, que é visto como o candidato da moderação.
António Nogueira Leite, economista, reforça esta ideia, afirmando que o eleitorado de Ventura tende a ser disciplinado, enquanto os votantes de Seguro, que incluem apoiantes do PS e do centro-direita, devem manter-se fiéis. Nogueira Leite também prevê que o eleitorado que votou em figuras como Marques Mendes e Gouveia e Melo se dividirá entre os dois candidatos, mas muitos no PSD não se identificam com o discurso de Ventura.
A campanha de Seguro deverá centrar-se na conquista do eleitorado moderado, enquanto Ventura pode optar por uma abordagem mais agressiva. Nogueira Leite espera que Seguro mantenha um discurso centrado, sem se deixar arrastar para ataques pessoais, ao contrário do que ocorreu na primeira volta. O economista acredita que a campanha será menos suja e mais focada em propostas concretas.
Por outro lado, a neutralidade de Luís Montenegro, líder do PSD, na segunda volta é vista como uma estratégia tática. Nogueira Leite sugere que o PSD pode continuar a negociar tanto à esquerda como à direita, enquanto Jorge Passos considera que essa neutralidade pode ser mais formal do que real, dado que muitos dirigentes do PSD já se manifestaram a favor de Seguro.
As eleições estão marcadas para 8 de fevereiro, com o voto antecipado em mobilidade a decorrer a 1 de fevereiro. Os eleitores devem solicitar essa modalidade até 29 de janeiro. André Wemans, porta-voz da CNE, prevê uma votação tranquila, semelhante à da primeira volta, e garante que todas as medidas estão a ser tomadas para assegurar a normalidade do processo eleitoral.
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Fonte: Sapo





