Combater a fragmentação do armamento na Europa é essencial

A fragmentação do armamento na Europa tem sido um tema recorrente nas discussões sobre a defesa do continente. Luís Valença Pinto, presidente do Eurodefence Portugal, sublinhou que sem um planeamento europeu de defesa e uma estrutura de forças coesa, será “impensável progredirmos no caminho da defesa da Europa”. Durante o debate “Radar da Situação Geoestratégica Atual na Europa”, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Valença Pinto destacou a necessidade urgente de superar a fragmentação do armamento entre os Estados-membros.

“Politicamente, os Estados europeus ainda não se conseguiram entender quanto a isso”, afirmou Valença Pinto, referindo-se à falta de um planeamento de defesa. Ele recordou que, em 2007, durante a presidência portuguesa da União Europeia, houve uma oportunidade quase perdida para avançar nesta área. “São pressupostos fundamentais de unidade política e coesão que são indispensáveis para construir a própria União Europeia”, acrescentou.

A fragmentação do armamento não é apenas um problema logístico, mas também uma questão de eficácia. Sofia Moreira de Sousa, representante da Comissão Europeia em Portugal, concordou que a fragmentação é um dos principais desafios. “Mais do que investir mais, temos que investir melhor, focando na interoperabilidade e na colaboração entre os Estados-membros”, disse.

Neste contexto, a Comissão Europeia tem vindo a investir significativamente nas capacidades de defesa do continente, especialmente após a invasão russa à Ucrânia. Com um total de 150 mil milhões de euros disponibilizados através do programa de empréstimos SAFE, 19 países já recorreram a este mecanismo, sendo que 16 propostas foram aprovadas. Portugal, por exemplo, espera receber 5,8 mil milhões de euros em março.

Ainda este semestre, a presidência de Chipre do Conselho da União Europeia deverá anunciar uma nova estratégia de defesa para a Europa. A comissária europeia para a Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, enfatizou a necessidade de três áreas principais de capacidades: a capacidade material, a institucional e a vontade política. “Sem uma vontade política forte, mesmo com o melhor armamento, não conseguiremos avançar”, alertou.

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A fragmentação do armamento na Europa é um desafio que não pode ser ignorado. À medida que a União Europeia procura reafirmar a sua posição no cenário global, a coesão e a colaboração entre os Estados-membros são cruciais. “Estamos num momento importante para definir as nossas prioridades e garantir que todos os instrumentos disponíveis servem a essas prioridades”, concluiu Sofia Moreira de Sousa.

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fragmentação do armamento Nota: análise relacionada com fragmentação do armamento.

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Fonte: ECO

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