O banco Abanca, sob a liderança de Juan Carlos Escotet, anunciou resultados impressionantes para 2025, com lucros a ascender a 902,4 milhões de euros. Este resultado reflete uma rentabilidade ROTE (rentabilidade dos ativos tangíveis) de 15,1%, evidenciando a solidez financeira da instituição.
O Abanca apresenta um rácio de capital CET1 de 14,1%, superando o objetivo de 13%, e um rácio de capital total de 18,9%. Além disso, o rácio MREL, que serve como uma almofada de capital em situações de bail-in, está fixado em 24,3%, o que equivale a uma margem de 850 milhões de euros.
O volume de negócios do banco, que inclui crédito e recursos, alcançou os 136 mil milhões de euros, com 16% deste montante proveniente de operações em Portugal. Este crescimento de 6,1% no volume de negócios destaca a capacidade do Abanca em ganhar quota de mercado tanto em financiamento como na prestação de serviços. Em termos de quota de mercado, o Abanca detém 3,3% em Espanha e 3,2% em Portugal.
Juan Carlos Escotet, durante a conferência de imprensa, não descartou a possibilidade de novas aquisições, mas enfatizou que o foco atual está no crescimento do negócio em Portugal, especialmente após a integração bem-sucedida do EuroBic. O chairman do grupo sublinhou que a banca em Portugal apresenta a melhor rentabilidade da Europa.
Na sua conta de resultados, o Abanca destacou que a margem de juros continua a ser um motor fundamental para os resultados, tendo melhorado no último trimestre do ano, impulsionada pelo dinamismo comercial e pela gestão eficaz de preços. As receitas provenientes da prestação de serviços, que incluem comissões, também contribuíram significativamente, com um aumento de 13,5% ao longo do ano.
Os custos operacionais do banco têm vindo a diminuir, graças à obtenção de sinergias e à melhoria da eficiência, que atingiu 50,8% no final do ano. O Abanca também reportou um forte ritmo de captação de novos clientes, com 160.000 novas adesões, das quais mais de 70% ocorreram fora da sua área de liderança de mercado, representando um aumento de 17% em relação ao ano anterior.
Portugal, com 16% do volume de negócios total do grupo, tem demonstrado um crescimento robusto. A integração do EuroBic foi concluída no último trimestre de 2025, reforçando as capacidades de crescimento do Abanca no país. As novas formalizações de crédito a particulares e empresas ultrapassaram os 7.000 milhões de euros, mais do dobro do que em 2024, com um crescimento de 82 pontos base na quota de formalizações no mercado português.
O crédito a clientes situou-se em 52.939 milhões de euros, enquanto os recursos totais atingiram 83.339 milhões de euros. A carteira de crédito em situação normal aumentou 7,7%, e a taxa de incumprimento foi de 2,1%, melhorando a meta de 2,5%.
O Abanca também reportou um crescimento de 5,4% na captação de recursos de clientes, com 76% dos saldos correspondendo a depósitos à vista e a prazo. A carteira de depósitos é predominantemente de retalho, com 94% a provirem de famílias e empresas.
Em termos de liquidez, o Abanca possui 23.294 milhões de euros em ativos líquidos, o que equivale a 4,9 vezes os seus vencimentos previstos de emissões. A estrutura de financiamento do banco é claramente de retalho, com 86% dos depósitos a serem de retalho.
Leia também: O impacto da integração do EuroBic no mercado português.
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Fonte: Sapo





